Carlos Sainz não quer especular sobre o futuro de Mattia Binotto na Ferrari, nem defender a manutenção do atual chefe de equipa, mas acredita que chegar ao topo na Fórmula 1 num curto espaço de tempo teria sido irrealista.
O piloto espanhol recusou-se a comentar o que pode acontecer a Binotto, que pode levar à instabilidade dentro da Ferrari e prejudicar o desenvolvimento do carro e da próxima época. No entanto, Sainz sugeriu que seria injusto esperar que a Scuderia conseguisse regressar do terceiro lugar no campeonato de construtores em 2021 para a conquista do título mundial em tão pouco tempo.
“Não vou entrar na discussão de dizer o que prefiro”, começou por explicar Sainz à Sky.”Não prefiro, apenas sei por experiência que Roma não foi construída num dia e é preciso ter em conta de onde viemos. Viram o progresso que fizemos como equipa nestas duas últimas épocas? Foi enorme e a equipa está a trabalhar bem”.
O piloto espanhol, que faz dupla com Charles Leclerc, salientou que os membros da equipa italiana são muito críticos “à porta fechada”, mas ao mesmo tempo utilizando a “famosa cultura sem culpas”, tão apreciada por John Elkann, presidente executivo da Ferrari, que agora parece querer substituir Mattia Binotto. Contudo, Sainz admitiu que “cometemos muitos erros este ano e queremos ser uma equipa melhor, mas isso não vem de um ano para o outro e precisamos de continuar a melhorar. Penso que na segunda metade da época fomos um pouco melhores em tudo, apenas não desenvolvemos [o monolugar] o suficiente”.
A especulação em torno da saída de Mattia Binotto intensificou-se e a imprensa italiana dá isso como certo, apenas faltando a confirmação oficial e um substituto para liderar a Scuderia nas próximas épocas.











