Carlos Sainz já teve o primeiro contacto com o carro da Williams para 2026 através do simulador e não escondeu as dificuldades que espera enfrentar com a nova geração de monolugares da Fórmula 1. O espanhol, vencedor de quatro Grandes Prémios, classificou a adaptação como “muito complicada”, sublinhando que a nova tecnologia exigirá dos pilotos um esforço mental muito superior ao atual.
Até agora, os comentários têm sido maioritariamente cautelosos ou negativos: nomes como Max Verstappen, Charles Leclerc, Alex Albon e Lance Stroll alertaram que a Fórmula 1 poderá transformar-se mais num exercício de gestão do que em corridas puras.
Sainz reforça essa perceção, recordando a última grande mudança de regulamentação, em 2014, quando os motores V8 foram substituídos pelos atuais V6 híbridos. Na altura, o choque foi grande, mas, com o tempo, os pilotos adaptaram-se.

2026 como 2014
“Muito complicado. Ocupa muito espaço mental enquanto se conduz. Acho que o Lewis passou por uma grande mudança regulamentar entre 2013 e 2014 — passando de um V8 normal para um V6 complexo com gestão de bateria e todas essas coisas. Com certeza, na época, foi um choque — o quanto o piloto tinha que pensar em coisas que antes, no V8, nunca pensaríamos. Todos nós nos acostumamos, todos nos adaptamos e agora parece normal. Acho que no próximo ano será algo semelhante”.
“No início, todos pensamos: ‘o que raio se passa aqui? Por que precisamos de fazer tanto isto? Por que é que o carro parece diferente a cada volta’? Mas depois, quando começamos a competir e as corridas vão passando, tudo parece mais natural — algo a que estamos mais habituados — e torna-se o novo normal”.
“A questão é se esse novo normal será melhor do que o anterior. Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Como pilotos, adaptamo-nos sempre ao que nos dão. Se tivermos de mudar seis ou sete vezes de definições por volta, faremos isso e seremos bons nisso, como sempre fomos.”










