Bruno Famin defendeu a decisão da saída de Esteban Ocon da Alpine no final da corrente temporada e a sua visível frrustração após a colisão do piloto com o seu companheiro de piloto Pierre Gasly durante o Grande Prémio do Mónaco.
O incidente ocorreu quando Ocon tentou a ultrapassagem sobre Gasly em Portier na volta de abertura, contra as instruções claras da equipa francesa dadas antes da corrida, tentando evitar manobras tão agressivas no início da corrida.
A frustração de Famin foi palpável durante a sua entrevista ao Canal+ após a corrida, onde sugeriu que tinham de existir “consequências”. O chefe de equipa da Alpine sublinhou que a sua reação foi justificada dadas as circunstâncias, uma vez que a manobra de Ocon não só comprometeu o desempenho da equipa, como também desrespeitou as ordens diretas destinadas a evitar colisões entre os dois carros e a garantir um forte resultado coletivo.
“Tive toda a razão em ficar chateado, porque para a equipa foi muito mau”, disse Famin, em declarações à Sky no Canadá. “Sem a bandeira vermelha, Pierre teria sido o último, porque teria de parar devido ao furo, e teria terminado a corrida em último. Foi uma coisa muito má”.
Famin sublinhou que “nunca falo com os pilotos um a um para este tipo de coisas. Quando há instruções para a corrida, falamos todos em conjunto para garantir que todos têm a mesma informação, que todos ouvem a mesma informação ao mesmo tempo. As instruções foram claras antes da corrida no Mónaco, tal como foram claras antes da corrida anterior.”
O responsável da Alpine deixou claro que a decisão de deixar de fora Ocon da prova canadiana nunca esteve em consideração, porque são “profissionais” e “mesmo que algo de mau aconteça, falamos, discutimos, fazemos o que é preciso para melhorar a situação na corrida seguinte, mas deixá-lo de fora durante uma corrida nunca foi uma questão.”
A saída do francês da estrutura acabou por acontecer na altura em que muito se especulava sobre as “consequências” anunciadas pelo chefe de equipa. No entanto, Bruno Famin explicou que após conversações de “meses”, ficou “bastante claro que estávamos a chegar ao fim do ciclo” com Ocon.
“Ele está connosco há cinco anos. Ainda cá está até ao final da época, faltam 16 corridas, e estou certo de que continuaremos a fazer um excelente trabalho juntos. Confio no seu profissionalismo e vamos dar o nosso melhor, todos juntos, para obtermos o melhor resultado possível.”
Sobre o que futuro reserva em termos de dupla de pilotos, Famin não deu a conhecer nada de novo, referindo apenas que são precisos “pilotos profissionais, que precisam de trabalhar juntos. Faz parte do trabalho conseguir trabalhar com o seu companheiro de equipa, para fazer o melhor para a equipa.”








