O final de época conturbado da Ferrari coincidiu com uma luta interna entre Mattia Binotto e Maurizio Arrivabene, ambos com visões diferentes para a equipa de F1. A luta foi abafada mas os rumores não demoraram a surgir na imprensa e o resultado foi o que se conhece: Arrivabene saiu da estrutura e Binotto ficou como director da equipa.
O ex-director técnico da Scuderia, um dos grandes responsáveis pela melhoria de forma da equipa italiana nas duas últimas épocas, admitiu que a sua saída esteve próxima:
“Eu achava que iria não estar mais em condições de fazer bem o meu trabalho e tornei isso bem claro.”, disse ele ao Corriere della Sera. “E não era apenas uma dificuldade minha, mas também do grupo todo, porque quando um director técnico não trabalha da melhor forma, isso também se reflecte naqueles que ele coordena. Sim, é verdade, outras equipas estavam interessadas nos meus serviços pela minha experiência na F1. Mas sou fã da Ferrari desde criança. Nunca pensei em outra equipa além da Ferrari.”
Binotto admitiu divergências no rumo idealizado entre ele e Arrivabene, mas negou qualquer problema pessoal:
“Em 25 anos de trabalho nesta equipa, tive a sorte de também viver momentos gloriosos com [Jean] Todt, [Ross] Brawn e [Michael] Schumacher. E depois também com Stefano Domenicali. Sempre aprendi com todos, até com o Maurizio e agradeço-lhe por isso. O relacionamento pessoal sempre foi bom. Nunca tivemos uma discussão. As dificuldades estavam relacionadas com a visão, a gestão do grupo ou dos fins de semana de corrida. Tínhamos pontos de vista diferentes”.











