A Audi não costuma brincar em serviço e quando entra numa competição é para ganhar. E no caso da entrada na F1, a vontade é a mesma. O plano está delineado e a Audi quer lutar por vitórias em três anos.
Numa competição como a F1, querer vencer em três anos é claramente ambicioso. A Red Bull precisou de cinco épocas para conquistar a primeira vitória, a Mercedes conseguiu-o em três anos, a Haas está há sete épocas e ainda nem sequer foi ao pódio e a Renault / Alpine precisou de seis épocas para vencer, para dar apenas alguns exemplos de entradas recentes.
A Mercedes provou que vencer em três épocas é possível, mas é preciso um trabalho muito bem-feito e que as circunstâncias o permitam também.
O diretor do projeto Audi, Adam Baker, citado pela Bild, detalhou um pouco o plano que a marca germânica:
“Anunciámos a nossa entrada mais cedo do que qualquer outro fabricante nas últimas décadas”, disse Baker. “Chegámos a tempo. Mas conhecemos e respeitamos a magnitude do desafio que temos pela frente. Faremos um bom trabalho para 2026. Não tenho dúvidas quanto a isso. No entanto, na primeira época tratar-se-á de ter o mais alto nível de fiabilidade possível. Depois queremos continuar a melhorar. O nosso objetivo é estar na frente no terceiro ano”, acrescentou ele. “Para isso, precisamos de um motor de topo. Queremos mostrar o que significa ‘Made in Germany’: um motor de confiança ao mais alto nível. Estamos super orgulhosos por haver novamente um local alemão para participação na Fórmula 1”.
“Não teremos falta de trabalho de agora até lá”, explicou o diretor de projeto F1 da Audi, “desenvolver um motor híbrido de Fórmula 1 é um dos maiores desafios que um engenheiro pode enfrentar. É por isso que era ainda mais importante que pudéssemos iniciar o processo imediatamente quando os regulamentos dos motores foram aprovados no verão passado”.










