Nico Hulkenberg tem um recorde pouco invejável; o de maior número de Grandes Prémios sem subir ao pódio. Mas aquilo de que não se fala tanto é das oportunidades que não conseguiu aproveitar para o conseguir. Foram sete as vezes que o alemão podia ter subido ao pódio em oito temporadas na F1, sendo que a mais recente terá sido o recente Grande Prémio de Singapura, onde chegou a ser terceiro antes de ser forçado a renunciar devido a um problema com a unidade de potência do seu Renault.
O passado de Hulkenberg, que completou 129 Grandes Prémios, tem mais episódios em que teve reais hipóteses de terminar entre os três primeiros. A corrida da Bélgica, em 2012, foi uma dessas oportunidades. Um acidente na primeira curva, provocado por Romain Grosjean, permitiu a ‘Hulk’ subir de 11º na grelha de partida para terceiro, atrás de Kimi Räikkonen, que conseguiria passar quando surgiu o ‘Safety-Car’. O finlandês – então na Lotus – recuperou o lugar após um pit-stop, onde Sebastian Vettel, mais rápido com o Red Bull, conseguiu levar a melhor sobre Hulkenberg, que no Force India se teve de contentar com a quarta posição.
Também em 2012, mas no Brasil, onde dois anos antes conseguira uma surpreendente ‘pole-position’ pela Williams, Hulkenberg aproveitou a chuva intermitente em Interlagos para ganhar a liderança a Jenson Button, até Lewis Hamilton o despromover a segundo. Só que na tentativa de recuperar a liderança e ambos se tocaram, com o alemão a terminar a prova no quinto posto. Já em 2014, no Bahrein, uma batalha com o seu companheiro de equipa Sergio Pérez pelo terceiro posto acabou por ser favorável ao mexicano. Mas dois anos depois ‘Hulk’ podia ter conhecido o seu dia de glória no Mónaco, já que depois de se ter qualificado em quinto, conseguiu ‘saltar’ para quarto, mas muito perto de Sebastian Vettel. Ao parar na mesma altura do ex-Campeão do Mundo Hulkenberg e Vettel ficaram retido atrás de Felipe Massa, vendo-se superado por Pérez, pois o seu companheiro de equipa optou por ficar mais tempo. Assim o mexicano acabaria de novo em terceiro e ‘Hulk’ apenas em sexto.
Se a sorte e a estratégia não ajudaram Hulkenberg no Mónaco no GP da Europa de 2016 o desfecho não foi muito diferente para a alemão. Em Baku os Force India estavam em grande forma, com Pérez partir à frente de ‘Hulk’, depois de uma penalização por troca da caixa de velocidades. Mas enquanto o seu companheiro de equipa fez uma recuperação que o levou novamente ao pódio, Hulkenberg deitou por terra as suas possibilidades com um pião que o atirou para o sétimo lugar. No Brasil a sorte do germânico não mudou, e sob condições atmosféricas terríveis, que fizeram parar a corrida, ‘Hulk’ estava na quarta posição e com a possibilidade de discutir o terceiro posto, mas quando a prova foi reatada foi ‘engolido’ pelo pelotão e veio a concluir a corrida apenas em 15º, depois de um furo. No Azerbaijão, já este ano, Hulkenberg partir de 13º, e tirando partido da confusão que se foi gerando logrou subir para terceiro, antes de não conseguir resistir a Daniel Ricciardo e aos dois Williams no recomeço da corrida. Isto antes de bater no muro.








