Os novos pneus para 2022 são maiores e deverão ter também uma janela operacional maior. Pelo menos, foi isso que foi pedido pela FIA aquando do concurso para o fornecimento de pneus para esta nova era. A Pirelli foi novamente a marca escolhida e, para já, o trabalho feito tem agradado com o feedback dos pilotos a ser globalmente positivo. Mas há sempre desafios.
O aquecimento dos pneus este ano poderá ser mais problemático, com a temperatura das mantas de aquecimento a ser reduzida de 100º para 70º Celsius, passando para 50º em 2023. Esta redução gradual pretende a remoção por completo das mantas de aquecimento na F1, de forma a diminuir a fatura das equipas. Mas essa redução de temperaturas iniciais dos pneus, vai obrigar os pilotos a mais trabalho nas primeiras voltas. Mais ainda, agora com as rodas maiores e com as jantes a serem fornecidas por parte do mesmo fabricante, o truque de aquecer os pneus com a temperatura dos travões vai deixar de ser usado.
O chefe da Pirelli, Mario Isola, disse à Auto Motor und Sport: “Os pilotos dizem-nos que são necessárias algumas voltas para os pneus chegarem à janela operacional ideal, nos dois compostos mais duros”. Assim, os pilotos já indicaram que colocar temperatura nos pneus mais duros vai ser difícil. Naturalmente, isto também depende da pista. Numa pista com curvas mais rápidas, deverá ser mais fácil.
Assim, o fator estratégico das corridas será fundamental. Os estrategas das equipas deverão ter mais cuidado para não colocar os carros em lutas diretas no começo dos stints pois nesse caso estarão invariavelmente em desvantagem e será preciso algum tempo para aquecer convenientemente as borrachas. É mais uma variável estratégica a ter em conta este ano.











