Foi apresentado o projeto da AlphaTauri para a temporada de 2023 da Fórmula 1, num formato muito diferente do utilizado pela Red Bull. A expectativa era alta, após a equipa anunciar que o evento seria transmitido a partir de Nova Iorque, mas acabou por ser transmitido um pequeno vídeo (ver abaixo) onde se pôde ver os pilotos e o monolugar de 2023, o AT04, e pouco depois foram publicadas mais algumas imagens do carro.
A pintura do AT04 é um pouco diferente da temporada de 2022, passando o branco a ocupar mais espaço no monolugar e a ser bem visível o novo parceiro da equipa, a Orlen, com o design mostrado (não necessariamente o mesmo que se fará à pista no Bahrein) a ir de encontro ao conceito do carro da Red Bull da temporada passada e que tanto sucesso fez. As equipas têm aplicado a mesma filosofia, por isso é normal que a AlphaTauri também o tivesse feito.
O chefe de equipa, Franz Tost, explicou que a decisão da estrutura em realizar o seu lançamento nos Estados Unidos da América era uma prova do crescimento da F1 no país.

O projeto da AlphaTauri como uma segunda equipa apoiada pelo grupo Red Bull foi colocado em causa ainda antes da morte de Dietrich Mateschitz, co-fundador da marca de bebidas energéticas e que levou ao império que é hoje. O grupo Red Bull sofreu uma esperada reestruturação na sua gestão e o problema foi levantado, mas Helmut Marko assegurou que a equipa com base em Faenza se manterá sob domínio austríaco, mas há uma necessidade de trazer a equipa de volta a um nível mais elevado em termos desportivos.
Obviamente que o nono posto na classificação alcançado na época passada não é o desejável e a pressão dos responsáveis da Red Bull sobre Franz Tost e a sua equipa fez-se sentir. Há coisas que vão ter obrigatoriamente que mudar e a AlphaTauri tem que lutar por outros objetivos.
Para 2023 apostam numa nova dupla, depois da saída de Pierre Gasly, com Yuki Tsunoda a ter a seu lado Nyck de Vries, estreante a tempo inteiro, mas que em em 2022 alcançou os pontos na sua primeira corrida na Fórmula 1, depois de ser chamado à última da hora para substituir Alexander Albon.
A Scuderia AlphaTauri anunciou a parceria plurianual com a PKN ORLEN, uma das maiores empresas de petróleo e gás da Europa central, que opera em cerca de 100 países e que era patrocinadora principal da Alfa Romeo até ao final da temporada passada. A marca ORLEN irá aparecer em vários locais de destaque no novo monolugar da equipa, o AT04, incluindo a asa traseira, bem como no vestuário dos pilotos.
Vai Yuki Tsunoda liderar a AlphaTauri?
A AlphaTauri apresenta para 2023 uma das duplas que mais pontos de interrogação levanta. A saída de Pierre Gasly para a Alpine motivou a entrada de Nyck de Vries, que já não contava ser piloto da F1 nesta fase da sua carreira. O neerlandês é um piloto de qualidade e a amostra que nos deu em Monza quando substituiu Alex Albon na Williams provou isso mesmo. Tem tudo para ser um bom piloto de F1 e entra na estrutura certa para se ambientar ao competitivo Grande Circo, sem grandes pressões e sob o olhar atento de Helmut Marko. Há muita curiosidade para ver como se comportará de Vries numa temporada em que os italianos querem regressar a outras posições na tabela classificativa depois de uma ano em que deviam ter sido puxadas algumas orelhas pela “casa mãe” Red Bull.
Yuki Tsunoda mostrou alguma evolução desde a época de estreia até ao ano passado, mas não a suficiente para convencer de forma inequívoca. O piloto japonês é rápido, mas a sua mentalidade e irregularidade são ainda pontos fracos que têm de ser trabalhados, algo que a Red Bull não costuma ter muita paciência para esperar. Marko e Christian Horner, além de Franz Tost parecem acreditar no piloto japonês, mas espera-se que possa levar a AlphaTauri para a frente, pelo menos enquanto Nyck de Vries se ambienta.
introducing, the Scuderia AlphaTauri AT04 & AlphaTauri AW23 collection! 😎
— Scuderia AlphaTauri (@AlphaTauriF1) February 11, 2023
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