Aldo Costa é de opinião que a cultura vencedora que a Mercedes construiu na última década possa ser vencida por qualquer equipa rival de Fórmula 1 a curto/médio prazo. Recorde-se que o italiano esteve no início deste caminho, desenhou alguns dos monolugares dominantes da Mercedes, até ao ano passado, antes de optar por outro caminho e rumar à Dallara.
Aquando dos festejos da vitória, Toto Wolff recordou o papel que Aldo Costa teve alertando para o facto da filosofia da Mercedes ter sido sonhada por ele: “É verdade, foi exatamente o que o Toto (Wolff) disse”, disse Costa à La Gazzetta dello Sport, antes de acrescentar: “disse que não devíamos pensar apenas em ganhar um título, mas sim em ganhar muitos. E não foi uma gabarolice, mas sim o facto desses objetivos requererem processos organizacionais completamente diferentes. O facto do Toto se ter lembrado desse episódio confirma a atmosfera na equipa. Os valores que construímos. O Toto não falava de mecânica ou tecnologia, mas de pessoas e valores. Ele chamou à Mercedes uma equipa divertida, porque é divertido trabalhar na Mercedes. Porque há unidade, não há qualquer política. Acima de tudo, existe uma cultura de não culpar ninguém, o que é crucial. Quando as pessoas cometem um erro, sabem que serão protegidas e consolados em vez de lhes ser apontado o dedo e isso faz com que se sintam livres para ousar” disse Aldo Costa, que acredita fortemente que esse é o grande segredo da Mercedes: “Ali eles estão felizes pelo facto dos adversários acreditarem que este tipo de coisas é simples retórica, e fazem-no para não a imitarem”, acrescentando que a cultura de equipa da Mercedes é a razão pela qual consegue sobreviver à saída de pessoas como ele próprio, Paddy Lowe e agora Andy Cowell: “Quem quer que saia prepara o futuro e desenvolve sucessores com a mesma filosofia. É a forma de se adaptar às vicissitudes da vida. E é por isso que não consigo imaginar uma Mercedes menos forte. Não vejo quem os possa deter”, disse.











