Aldo Costa é de opinião que a cultura vencedora que a Mercedes construiu na última década possa ser vencida por qualquer equipa rival de Fórmula 1 a curto/médio prazo. Recorde-se que o italiano esteve no início deste caminho, desenhou alguns dos monolugares dominantes da Mercedes, até ao ano passado, antes de optar por outro caminho e rumar à Dallara.
Aquando dos festejos da vitória, Toto Wolff recordou o papel que Aldo Costa teve alertando para o facto da filosofia da Mercedes ter sido sonhada por ele: “É verdade, foi exatamente o que o Toto (Wolff) disse”, disse Costa à La Gazzetta dello Sport, antes de acrescentar: “disse que não devíamos pensar apenas em ganhar um título, mas sim em ganhar muitos. E não foi uma gabarolice, mas sim o facto desses objetivos requererem processos organizacionais completamente diferentes. O facto do Toto se ter lembrado desse episódio confirma a atmosfera na equipa. Os valores que construímos. O Toto não falava de mecânica ou tecnologia, mas de pessoas e valores. Ele chamou à Mercedes uma equipa divertida, porque é divertido trabalhar na Mercedes. Porque há unidade, não há qualquer política. Acima de tudo, existe uma cultura de não culpar ninguém, o que é crucial. Quando as pessoas cometem um erro, sabem que serão protegidas e consolados em vez de lhes ser apontado o dedo e isso faz com que se sintam livres para ousar” disse Aldo Costa, que acredita fortemente que esse é o grande segredo da Mercedes: “Ali eles estão felizes pelo facto dos adversários acreditarem que este tipo de coisas é simples retórica, e fazem-no para não a imitarem”, acrescentando que a cultura de equipa da Mercedes é a razão pela qual consegue sobreviver à saída de pessoas como ele próprio, Paddy Lowe e agora Andy Cowell: “Quem quer que saia prepara o futuro e desenvolve sucessores com a mesma filosofia. É a forma de se adaptar às vicissitudes da vida. E é por isso que não consigo imaginar uma Mercedes menos forte. Não vejo quem os possa deter”, disse.













Excelente técnico, pena a Ferrari o ter despedido. Em 2011. Portanto, não pode ignorar que este domínio da era híbrida – conseguida pelo zetche – foi preparado com 4 anos de antecedência, ainda os adversários não a tinham, e depois garantido com o congelamento das regras e com os tokens. Já foi no longínquo 2009 a 1ª vitória da mercedes com a mclaren tendo o KERS à sua disposição … Continuassem os motores endotérmicos, aliás menos ruinosos para as finanças das equipas, outra música tinha tocado. Mas o mais decisivo na F1 é o poder político..
Andy Cowell abanou a cabeça e riu-se…
https://the-race.com/formula-1/the-incredible-origin-story-of-the-mercedes-f1-era/
Faz lembrar os velhos editoriais do Pravda. Bravo, murray.
O Pravda era uma espécie de FIA moderna. Tal como a FIA, tinha conhecimento dos crimes perpetuados, mas calavam-se bem caladinhos, porque nas suas chefias, militavam os agentes que tinham saído do lado dos criminosos. Uns acordos por baixo da mesa e uma mão lava a outra.
Nem mais. Excelente retrato. Bravo, murray !
LOL. Ainda bem que percebeu à primeira.
Claro que sim, mais uma mentirinha para tentar vender fumo. lol
E já agora, o V8 da Mercedes em 2013 (já antes) era o mais potente do plantel. Vendo o salto qualitativo que deram de 2012 (5º) ara 2013 (2º), isso de dizer que só ganham títulos por causa da era híbrida é uma falácia engana-bobos, porque a Mercedes vendo como cresceu e a sua estrutura, teria ganhos títulos com o V8 também. Teria sido mais renhido? É possível. Mas ganharia títulos.
O grande segredo da Mercedes é o seu espírito de equipa, estabilidade a longo prazoe a valorização da opinião de todos, sem micro-gestão e sem tentar cortar as pernas a ninguém. Isto é algo que Rosberg já tinha afirmado há uns meses atrás.