Todos nos recordamos que precisamente há um ano, em fevereiro, veio a público um acordo entre a FIA e a Ferrari decorrente do funcionamento em 2019 da unidade motriz da Ferrari. A FIA, após profunda investigação técnica, chegou a um acordo com a Scuderia, revelando que os detalhes desse acordo se iriam manter entre as partes.
Todos sabiam que a FIA analisara a unidade de potência usada pela Ferrari e que em 2018 foi adicionado equipamento de monitorização à unidade da formação de Maranello. Também na temporada de 2019 a Ferrari viu-se obrigada a esclarecer que não tinha nada de ilegal na unidade de potência depois da FIA ter lançado uma diretiva técnica destinada a controlar o fluxo de combustível. Para 2020, os carros tiveram um segundo sensor de fluxo de combustível em cada unidade de potência.
Só que pode-se ter agora ficado a conhecer o ‘verdadeiro’ castigo. Mika Salo, antigo piloto de F1 e comissário da FIA, revelou que as equipas fornecidas pela Ferrari foram forçadas em 2020 a utilizar menos combustível em corrida do que as restantes. Não sabemos se é verdade, ou não, se foi mesmo assim, mas se foi, explica muita coisa.
Mika Salo não falou especificamente da Ferrari, mas revelou que a Alfa Romeo não podia competir com o mesmo fluxo de combustível que os seus rivais, em corrida. Como se percebe, a sanção foi aplicada a todos os motores Ferrari: “A equipa sofreu por causa da má conduta da Ferrari em 2019. Foram forçados a utilizar menos combustível, pelo que a Alfa Romeo pode estar numa boa posição se conseguir apresentar-se no seu melhor em corrida, nesta época”, disse Mika Salo no seu canal Twitch, acrescentando depois: “Não sei se terão um novo motor para 2021. Mas pelo menos a Alfa Romeo será autorizada a colocar a potência máxima. Não foi permitido no ano passado por causa da Ferrari”, disse Salo. São declarações que provavelmente não era suposto serem proferidas, mas que olhando para trás, explicam na perfeição o que foi a época da Ferrari, Alfa Romeo e Haas em 2020.










