Qualquer adepto minimamente bem informado na Fórmula 1 tem uma ideia muito aproximada de que tipo de pneus se adequam melhor a cada uma das equipas, especialmente as três da frente. A Mercedes andou um pouco aflita nas primeiras duas corridas, em Espanha foi a vez da Ferrari ter sido ‘fintada’ a esse nível, e a todos parece cada vez mais claro que quem pode estar a ter maior intervenção na correlação de forças em pista não são as equipas, mas sim a… Pirelli.
Já é claro que as escolhas de pneus da Pirelli ‘ajudam’ uns em detrimento de outros, e embora tenhamos que acreditar que Mario Isola e ‘sus muchachos’ fazem as escolhas que entendem ser as mais adequadas sem ‘olhar a quem’, a verdade é que, cada vez mais, quando tomamos conhecimento dos pneus, ficamos logo com uma boa ideia do que pode ser esse Grande Prémio, ainda que falte aqui uma incógnita muito importante nesta equação, a meteorologia, pois esta análise parte do pressuposto que as temperaturas são o que é habitual nessas corridas, mas como sabemos, não é seguro que assim seja. É provável, mas não certo…
No GP de Espanha de F1 ficou claro desde o início que o facto da Pirelli ter levado pneus mais duros, ‘lixou’ a Ferrari. O tempo esteve quente, e com pneus mais macios, a Ferrari teria estado como peixe na água, mas não, foi a Mercedes que tirou o melhor partido das misturas mais duras.
É um facto, a Mercedes gosta dos pneus mais duros ou a pista mais quente. Quanto à Ferrari, prefere pneus mais macios e pistas mais frias. Já o chassis da Red Bull, dá-se bem com os híper macios, tal como se viu no Mónaco.
No Canadá, em teoria, com pneus super macios, ultra macios e híper macios, a Red Bull e Ferrari poderão estar melhor, mas a verdade é que desde 2015 só vence Lewis Hamilton.
Nos Grandes Prémios de França e Áustria, foram escolhidos os pneus macios, super macios e ultra macios, e aí a Mercedes pode dar cartas, dependendo das temperaturas, lá está…
Em Silverstone, será a primeira vez este ano que se utilizará o pneu duro, para além do médio e macio. Aí, é quase certo que a Mercedes não terá adversários, a não ser que chova.
Na Hungria, médios, macios e ultra-macios. Costuma estar calor, a Ferrari dá-se bem com esta pista, mas a Mercedes e a Red Bull também lá venceram nos últimos quatro ano, pelo que… pode dar para qualquer lado.
Curiosamente, a Pirelli anunciou pneus de Singapura, mas nada disse quanto a Monza e Spa e a razão talvez tenha sido pelo facto de, desta forma, as equipas terem mais tempo para trabalhar no que fazer nessa pista com esses pneus. Aí, a Pirelli entendeu deixar de lado os pneus super macios e vai levar para a corrida noturna pneus ultra e hiper macios. O que é mau para a Mercedes, pois sabemos que esta se dá bem com os supermacios.
Basicamente, a Ferrari ‘gosta’ mais de clima mais frio e quanto mais macios forem os pneus, melhor. Já a Mercedes dá-se melhor com tempo mais quente e os pneus duros adequam-se bem. Quanto à Red Bull, tem um chassis tão bom que aproveita qualquer escorregadela das outras equipas, mas depois falta-lhe é motor para mais. Basicamente, a Red Bull dá-se bem com qualquer mistura, ou pelo menos afeta bem menos os seus carros do que sucede nas outras duas equipas.










