O GP da Austrália fica marcado por ser o primeiro evento desde que a Liberty passou a ser dona da Fórmula 1 e consequentemente o primeiro Grande Prémio de F1 em 40 anos sem Bernie Ecclestone.
O dia de ontem arrancou com uma conferência de imprensa em que estiveram presentes Ross Brawn e Sean Bratches, dois dos três novos elementos da Liberty Media, que têm nas mãos o novo caminho da F1, e a conversa ficou marcada por três grandes temas. Abertura ao “mercado digital e às redes sociais”, “os regulamentos para tornar as provas mais emocionantes” e “o crescimento do número de adeptos”.
Apesar de até 2020 não haver condições para existirem muitas mudanças, devido aos vários contratos existentes (o Pacto da Concórdia vigora até 2020), neste momento já se está a preparar o futuro da F1 para além dessa data e Ross Brawn foi claro no que pretende: “Precisamos de diminuir a diferença competitiva entre as equipas mais fortes e as mais fracas da grelha para que, num bom dia, e com um grande piloto, equipas como a Force India possam ganhar uma corrida; que uma equipa competente, mas talvez mais pequena ou mesmo privada, possa ganhar uma corrida. Neste momento isto é altamente improvável, para não dizer impossível. Uma boa equipa pequena dificilmente baterá uma equipa grande, e temos de ter tudo, boas equipas na F1 e todas com potencial para vencer um Grande Prémio”.
Sobre as mudanças Brawn também foi claro, estamos a pensar no futuro da modalidade para o tornar mais atrativo, “ponderamos tudo cuidadosamente para termos as respostas certas. Não se justifica eu dizer que temos de mudar A e B apenas por ser minha opinião ou a minha visão, sem ter dados concretos de que resultaria. Temos de saber onde queremos estar daqui a 5 anos” disse Ross Brawn, que na pior das hipóteses mostra uma abertura para discutir que não existia na F1 até aqui. Agora se vai ser possível chegar a alguns objetivos, isso é outra conversa, que dava para encher muitas páginas…
Rodrigo Fernandes











