Um dos pontos interessantes das novas regras tem a ver com o facto dos novos monolugares poderem muito mais facilmente ultrapassar sem que para isso precisem do DRS, Drag Reduction System, e das suas zonas específicas.
Quem o diz é o diretor técnico de Aston Martin, Andy Green.
É verdade que a Fórmula 1 não tem tido muitas corridas monótonas, porque os pilotos não conseguem ultrapassar. Nos últimos tempos esse é um tema que não se tem posto, felizmente, tanto quanto no passado, mas a verdade é que nunca como até aqui se pensou em carros com uma redução tão drástica de aerodinâmica sobre o carro.
Isso foi feito, as asas dos monolugares de 2022 produzem muito menos downforce, mas em contrapartida com o regresso do efeito de solo, boa parte do efeito de downforce é conseguido por baixo do carro, com dois longos túneis ‘Venturi’ a substituir o fundo plano que se tem visto há longos anos na F1, medida esta que vai assegurar que este ‘gerador’ de downforce seja ‘maioritário’ quando ao apoio aerodinâmico que os monolugares vão ter, e tudo isso permitirá os carros rodar mais perto uns dos outros e isso vai aumentar, espera-se que muito, as ultrapassagens, tornando o DRS menos necessário.
Dessa forma, o DRS que foi introduzido na F1 em 2011, pode ficar obsoleto, e é possível que a FIA reduza as zonas de DRS, talvez até existindo pistas em que não designa qualquer zona de DRS, mas agora resta esperar para ver como se portam os carros em pista, pois uma coisa é a teoria, mas a realidade por vezes desmente essa teoria.
Sendo verdade que o DRS trouxe emoção às corridas que doutra forma não existiria, porque as leis da física não o permitiriam, talvez seja possível começar a esquecer o DRS. Se não existisse, e houvesse o mesmo espetáculo e emoção, não se perdia nada.













Olhando para os novos carros (desde o protótipo apresentado pela FIA), é difícil ver como o drs vai funcionar nestas asas. A asa superior parece estar agarrada à inferior através das extremidades laterais como se fosse uma peça única. Ainda não entendi como será aumentada a abertura. Em todo o caso a abertura possível parece ser inferior ao que estávamos habituados. Talvez seja um drs mais moderado para abrir caminho para o seu fim ?
eu também ainda ñ consegui ver como o DRS vai funcionar…
https://www.youtube.com/watch?v=RkzqORuIsLE
É de um mod do simulador Asseto Corsa.
Tem mesmo de ser um DRS mais moderado porque a asa também é mais pequena. As asas dos carros de F1 deviam ser como nos anos 90: dois elementos em cima e um elemento em baixo, desenho muito mais simples e sem muito atrito, abrindo um “buraco” bem maior no ar para a traseira do carro (um verdadeiro cone de aspiração). Na minha opinião, o DRS tem de ser banido, deviamos voltar aos fundos totalmente planos e asas de perfil mais simples com menos atrito e ar “sujo”. Se a FIA tivesse feito isto em 2009, certamente não teria havido… Ler mais »
A foto tem um bom exemplo do que será o DRS, a zona colorida da Aramco é a asa de DRS, que abre para cima como até agora. A diferença é que em vez de estar ligada a dois planos verticais, está ligada à continuação da asa traseira, parecendo um plano contínuo.
Um dos grandes problemas do DRS, se calhar mesmo o principal, é banalizar a ultrapassagem. Com o acesso ao DRS, os pilotos não arriscam tanto, limitam-se a esperam pelas zonas DRS para ultrapassar, tornando essas mesmas ultrapassagens muito iguais e na maior das vezes aborrecidas, pois a vantagem de rodar com o DRS aberto é simplesmente brutal. Mesmo que estes carros possam rodar mais próximos uns dos outros (veremos!) os pilotos não vão passar a correr mais riscos para ultrapassar, nem os mais pilotos mais lentos vão conseguir defender melhor as suas posições e por aí fora… O DRS é… Ler mais »
Engraçado que há em pistas que o drs não é suficiente para ultrapassar.
E tambem não esquecer que quem foi ultrapassado também pode esperar pelo drs.
As pessoas gostam muito de bater na f1 e o drs tem sido um saco de pancada e tanto.
Por mim em continua.
O DRS e os circuitos com escapatórias que não são mais do que enormes extensões da pista e dão aos pilotos o “conforto” de poderem “puxar” mais pelo carro sem serem penalizados quando cometem um excesso. Há uma banalização do risco.
E há que contar com o desenvolvimento aerodinâmico que as equipas irão introduzir corrida a corrida para manter a vantagem; estes carros daqui a uns anos irão ficar cheios de asas e asinhas que as “zonas cinzentas” do regulamento técnico permitem.