Foi há cerca de década e meia que os circuitos asiáticos começaram a chegar em força à Fórmula 1, mas agora, já se começam a ouvir cada vez mais ‘vontades’ de sair do calendário. O mais recente ‘circuito’ de que se ouviu poder querer sair é Singapura, isto depois da Malásia já ter avisado que não fica para lá de 2018.
Foi Bernie Ecclestone que revelou as dúvidas que existem relativamente à permanência de Singapura no calendário da F1. A justificação dos malaios passa pela queda da venda de bilhetes e número de espetadores na TV. Agora é a vez de Singapura – a primeira corrida noturna da história da Fórmula 1 – cujo evento lhes custa cerca de cem milhões de dólares (entre todos os custos) dos quais 60 por cento são financiados pelo governo local. A corrida estreou-se em 2008, o contrato foi renovado em 2012 por mais cinco anos e… termina para o ano: “Sim, a corrida custa-lhes muito dinheiro, mas também lhes demos muito dinheiro a ganhar!”, diz Ecclestone: “De repente já têm mais um aeroporto, e agora acreditam que atingiram os seus objetivos e já não querem um Grande Prémio de F1”
Trinh Nguyen, um economista local revelou que a recente quebra das audiências televisivas na zona são um sinal que a ‘novidade’ Fórmula 1 está a esbater-se: “A F1 veio com custos e os cálculos do custo/benefício do turismo está a apontar noutra direção…”, disse Nguyen. Para bom entendedor, meia palavra basta…
A Ásia começou por receber a F1 em 1976, em Fuji, em 1987, manteve-se no Japão com Suzuka, em 1994 foi a vez de Aida, ainda e sempre no Japão. Em 1999, a Malásia foi a primeira prova na Ásia para lá do Japão, depois o Bahrein em 2004, China no mesmo ano, Singapura entrou em 2008, Abu Dhabi em 2009, Coreia, 2010 e Índia, 2011. Será que chegou o momento do começo da debandada? Há sinais que apontam para isso…









