Mick Schumacher tem que se focar na sua carreira na resistência e trabalhar para poder regressar à Fórmula 1 através do seu desempenho e não pelo seu sobrenome, acredita Bernie Ecclestone, que afirmou ainda à RTL, que o piloto alemão perdeu tempo na Haas e no programa de jovens da Ferrari, enquanto noutras estruturas teria sido melhor tratado.
Mick Schumacher revelou em entrevista ao AutoSport, durante o teste de Portimão para preparação da temporada da Alpine no Campeonato do Mundo de Resistência (WEC), que a passagem por esta competição da FIA “seja o que preciso para mostrar novamente ao mundo e à F1 que sou capaz de fazer bem o trabalho e que foi um erro não ter uma oportunidade durante dois anos”.
Para Bernie Ecclestone, antigo responsável máximo da Fórmula 1, a passagem de Schumacher pela Haas e pelo programa de jovens pilotos da Ferrari não o beneficiou, tendo estado “nas mãos erradas”. Ecclestone considera que na “Red Bull, por exemplo, teria sido compreendido” e a estrutura de Milton Keynes, que lançou muitos pilotos no automobilismo, teria “ajudado e levado a outro nível” o piloto alemão.
Depois de passar pela Mercedes como piloto de reserva e desenvolvimento, Schumacher encontrou no WEC um projeto para competir ao mais alto nível, mas Ecclestone pensa que este pode regressar à F1. “Agora tem de lutar, tem de se manter firme e mostrar que ainda está em condições de ter bons desempenhos. Na melhor das hipóteses, as pessoas vão vê-lo e dizer ‘Precisamos dele’ e não o contrário, ele à procura de alguém que o aceite por causa do seu nome. Deve esquecer o seu nome e desenvolver-se”.
Indo de encontro ao que disse Mick Schumacher ao AutoSport, Bernie Ecclestone explicou que espera “que as equipas [de F1] o vejam novamente e pensem ‘talvez tenhamos cometido um erro e vamos dar-lhe outra oportunidade’”.











