“Foram três dias de testes sólidos para a equipa, em que nos concentramos em nós próprios e nos empenhamos num programa de testes abrangente e importante. Estivemos fortes do ponto de vista operacional durante toda a semana e demonstrámos um excelente trabalho de equipa entre as duas fábricas e a equipa de pista, o que foi bom de ver. A nossa fiabilidade tem sido boa e isso permitiu-nos concluir o nosso plano de testes como esperado. Agora é altura de analisar os dados e concentrarmo-nos em otimizar o pacote que temos em mãos antes do primeiro Grande Prémio da próxima semana. Sabemos qual é a nossa posição. Esperamos um início de ano desafiante, pois continuamos a aprender cada vez mais sobre o nosso A524 para o desenvolver ao longo da época”. Estas palavras de Bruno Famin, Diretor da Equipa Alpine só demonstram como se pode fazer o resumo de três dias de testes de Fórmula 1 sem dizer absolutamente nada.
Provavelmente, é o estado de espírito que se vive de momento em Enstone e Viry-Chatillon, a equipa já anda perdida há algum tempo e nada do que fizeram nestes três dias deixa antever que vão começar melhor do que terminaram o ano passado: mal.
É no mínimo estranho que uma equipa de um construtor como a Renault/Alpine possa estar tanto mais perto a cauda da tabela do que da frente. O que Bruno Famin fez com as declarações que produziu foi gerir expectativas, e isso dá um sinal muito forte do que deve estar para vir. Vão voltar a mudar tudo na gestão da equipa? Parece que esse era o problema o ano passado, mas o tempo passa e nada muda. O se muda, é para pior.
A dupla de pilotos, Pierre Gasly e Esteban Ocon é a menos culpada disto tudo, e nada menos se espera da Alpine que não seja um arranque lento. Bruno Famin admite que a equipa está no ‘meio’, referindo-se ao pelotão, pois a verdade é que está a meio… da metade de baixo, sétimo em qualificação e oitavo em ritmo de corrida. Talvez os piloto contribuam para que façam melhor do que isso, mas as coisas não são promissoras.
Pierre Gasly admite que “não vai ser um começo fácil” e infelizmente para ele e para a equipa deve ter toda a razão. De resto é tudo verdade, o conceito do carro é novo, vai levar tempo a compreender, mas é que neste momento a Alpine nem sequer está num nível aceitável mas sim muito abaixo do que uma equipa com os seus recursos deveria estar.
FOTO MPSA/Philippe Nanchino










