A história repete-se 20 anos depois: teremos uma nova equipa na Fórmula 1?
Alguém me disse uma vez que todos devíamos estudar História, qualquer que fosse a nossa profissão, tentando desta forma que os erros do passado não se repetissem. Se seria assim ou não, nunca o saberemos, mas a verdade é que há muitas semelhanças entre acontecimentos passados e os que agora vivemos. Também na Fórmula 1.
Em 2003 o AutoSport dava conta que o “Mundial de F1 de 2004 poderá vir a ser disputado por onze equipas, se se confirmar a entrada da German Grand Prix Racing, criada por Oliver Behring, um homem de negócios alemão que esteve muito próximo da compra da falida Arrows, no final do ano passado [2002]”. O empresário alemão contava naquela altura com o apoio financeiro da Arábia Saudita e Craig Pollock, que passou pela BAR como chefe de equipa, era o nome apontado como possível responsável da nova estrutura da Fórmula 1. Escrevia-se ainda nessa altura que “Behring já contactou a ‘Premier Performance Division’, do Grupo Ford, para obter o fornecimento de chassis Jaguar e motores Cosworth, tirando assim partido da abertura recente da FIA, no sentido de permitir a partilha de carros e componentes entre várias equipas”.
As semelhanças com o que acontece em 2023 são impressionantes. Neste momento, Pollock está ao leme do projeto da ‘Formula Equal’, uma equipa constituída por 50% de homens e 50% de mulheres que planeia trabalhar a partir de um “país da área do Golfo”, acreditando-se que seja a Arábia Saudita, e está interessado no processo de candidaturas para novas equipas da Fórmula 1 aberto pela FIA. Além do facto da Ford também ter sido notícia na F1 depois de anunciada a parceria com a Red Bull para a produção de unidades motrizes a partir de 2026.
No entanto, há algo que neste momento é muito diferente do que era relatado pelo AutoSport em 2003. “A German Grand Prix Racing conta com a abolição da obrigatoriedade do depósito de 48 milhões de dólares, recuperáveis ao longo de dois anos, através de devoluções mensais de 2 milhões de dólares, que deverá ser consagrada pela FIA até ao final da presente época”, escrevia-se naquele ano sobre a possibilidade de entrada de uma nova equipa na F1, quando em 2023 damos conta da possibilidade da taxa de entrada na competição, acertada num novo Acordo da Concórdia, passar dos atuais 200 milhões de dólares para 600 milhões de dólares.
Como sabemos agora, os desejos de Oliver Behring não tiveram sucesso e não chegou a entrar na Fórmula 1 com uma equipa alemã. O que acontecerá ainda este ano ou 2024 quando a FIA e Fórmula 1 tomarem a decisão sobre a entrada de uma nova equipa? Poucas das atuais equipas estão dispostas a receber um nova estrutura no seio do pelotão e nunca a F1 foi tão lucrativa para quem lá está e tão cara para quem quer entrar…
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