As mudanças ao traçado de Yas Marina foram oficialmente apresentadas. Durante a semana os meios de comunicação avançaram com a notícias que agora é confirmada pelos responsáveis do traçado e da F1.
As mudanças localizam-se nas “extremidades” da pista com a entrada à reta oposta à reta da meta a ser feita agora por um gancho e não pela chicane que tornava essa zona muito lenta e pouco fluida. Esta entrada foi pensada para permitir aos pilotos que estão a tentar ultrapassar manterem-se perto do piloto perseguido e fazer uso da reta com maior eficácia. Essa será uma zona muito rápida pois na segunda reta oposta deixaremos de ter o complexo com a chicane e uma curva a noventa graus, para ter mais um gancho com “banking”. As curvas do terceiro setor serão também redesenhadas, tornando-se mais abertas e assim mais rápidas.
Saif Al Noaimi, CEO em exercício da Abu Dhabi Motorsports Management, afirmou: “A razão pela qual estamos a fazer estas alterações é porque ouvimos os espectadores e os adeptos, ouvimos as equipas e os pilotos, e construímos estas modificações tendo em consideração o feedback que recebemos. Em última análise, o nosso objetivo é criar mais oportunidades de ultrapassagem, lutas mais próximas e um circuito mais rápido e fluído”.
📢🏁 NEWS ALERT 📢🏁
— Yas Marina Circuit (@ymcofficial) June 24, 2021
A new era begins at Yas Marina Circuit. For the action. For the fans. For the sport. 🔥
Here’s a sneak peek of the changes coming to our track layout for the 2021 #AbuDhabiGP.🏎@EMSO_NEWS @F1 @Mrk1Consulting#F1 #Formula1 pic.twitter.com/8eIJ5n3L5G
Não deixa de ser curioso que a tendência que reinava há duas décadas esteja agora a cair em desuso. Nota-se agora uma vontade de tornar os traçados mais fluidos e menos travados, com curvas lentas que em teoria beneficiam as ultrapassagens, mas que na prática não ajudam ao espetáculo.
Em 2020 a Pandemia obrigou a repensar o calendário de F1 e o Grande Circo visitou palcos que permitiram ver que os traçados mais fluídos proporcionam melhores corridas e agradam mais aos fãs. A entrada em cena de Imola, Mugello, Portimão e até Istambul, provaram que os traçados mais old school agradam a todos. Talvez por isso estejamos a ver agora, aos poucos, as sucessões de curvas lentas a dar lugar a secções mais fluídas, mais rápidas e por conseguinte mais espetaculares. Um sinal que a F1 está atenta e que afinal as melhores pistas para a F1 por vezes são aquelas que não estão no calendário. Portimão é um excelente exemplo de uma pista recente, mas com um carisma completamente diferente dos novos traçados com uma fluidez e com mudanças de relevo que são um desafio para as equipas e um regalo para os fãs. Não será de estranhar que as novas pistas que venham a ser construídas usem um conceito mais aproximado ao de Portimão e que os “Tilkódromos” deixem de ser a referência.










