George Russell reconheceu que já não está na luta pelo Campeonato do Mundo de Pilotos de Formula 1 de 2026, admitindo que a conquista do título por parte do seu companheiro de equipa na Mercedes, Kimi Antonelli, é apenas uma questão de tempo. A primeira oportunidade para o piloto italiano assegurar matematicamente o campeonato surge no Grande Prémio dos Estados Unidos, bastando para isso, entre outras combinações, que Russell termine na nona posição ou abaixo dessa marca.
Apesar de um início de época promissor e de ter somado triunfos na Áustria e no Azerbaijão — este último numa luta renhida com Max Verstappen —, a campanha do britânico acabou por ser condicionada por problemas de fiabilidade, incompatibilidade com o monolugar e pela evolução técnica das equipas adversárias. Com a garantia de permanência na equipa para 2027, Russell fez um balanço de uma época que definiu como um teste à sua força de caráter.
“Quer seja este fim de semana ou no próximo, é uma questão de quando, e não de se, ele o vai conquistar. Essa é a realidade dos factos. Para mim, tem sido uma temporada muito única. Tive de olhar ao espelho inúmeras vezes e pensar: ‘Como quero dar a volta a estes reveses?’. Quero simplesmente desistir e aceitar a má sorte ou as más exibições, ou quero tentar retificar as coisas, tirar o máximo partido e controlar tudo o que posso controlar? Pelo menos posso estar orgulhoso de mim próprio por ter dado sempre luta e feito tudo ao meu alcance para me manter na batalha. Tenho uma grande equipa à minha volta e esta não será a minha última oportunidade quando tiver um carro capaz de lutar pela vitória”, declarou George Russell.
O piloto explicou que as maiores preocupações ao longo do ano não estiveram diretamente ligadas à classificação do campeonato, mas sim à procura do nível de rendimento ideal ao volante do monolugar: “Não diria necessariamente que há uma lição em concreto, mas sim muitas coisas às quais me adaptei e que melhorei através das dificuldades que enfrentei. Foi uma época que testou profundamente o meu caráter e a minha resiliência. Aprendi muito sobre mim próprio ao estar nestes momentos, porque nunca tinha estado nesta posição ao longo da minha carreira. São essas as lições que levo para o futuro e que me vão ajudar nos próximos 10 ou 15 anos de carreira”, referiu o piloto da Mercedes.
Russell acrescentou ainda não sentir emoções fortes ao admitir o afastamento da corrida pelo título, sublinhando a determinação em recuperar a competitividade: “Não tenho grandes sentimentos a percorrer o meu corpo quando digo que já não estamos na luta esta época, porque quando olho para o início do ano, as coisas que me tiravam o sono não eram necessariamente sobre o campeonato. Era mais sobre o facto de o meu rendimento não estar onde eu queria que estivesse. Tratava-se de perceber: ‘Como vou devolver o meu rendimento aos níveis de que sei ser capaz? Do que preciso no carro? O que preciso de mudar na minha condução para voltar ao topo?’. E depois, obviamente, o azar acabou por deitar sal na ferida. Contudo, pretendo estar aqui por muitos, muitos anos, e não se pode desistir quando somos atirados ao chão. É preciso dar a volta por cima. Pelo menos posso orgulhar-me de ter dado o meu melhor nesse aspeto.”









