George Russell resistiu à pressão de Max Verstappen e venceu o Grande Prémio do Azerbaijão por apenas 0,196 segundos. Uma diferença mínima, mas ainda assim insuficiente para entrar no top 10 das chegadas mais ‘apertadas’ da história da Fórmula 1.
A diferença colocou o GP do Azerbaijão de 2026 no 11º lugar entre as diferenças mais curtas entre primeiro e segundo da história da Fórmula 1. Russell ficou somente a 0,014 segundos de igualar a margem de 0,182 registada entre Michael Schumacher e Rubens Barrichello no polémico GP da Áustria de 2002, que fecha o top 10.
Monza, o recorde eterno
O recorde continua a pertencer ao Grande Prémio de Itália de 1971. Numa Monza ainda sem chicanes, Peter Gethin aproveitou o jogo de aspirações e venceu Ronnie Peterson por apenas 0,010 segundos — dez milésimos.
Mais do que um duelo, foi uma chegada em pelotão: François Cevert, Mike Hailwood e Howden Ganley terminaram logo atrás, com os cinco primeiros separados por apenas 0,61 segundos. Foi a única vitória de Gethin na Fórmula 1 e permanece, mais de meio século depois, como a margem mais curta alguma vez registada.
Chegadas ao milésimo
O segundo lugar da lista pertence ao GP dos Estados Unidos de 2002, quando Rubens Barrichello bateu Michael Schumacher por 0,011 segundos.
Logo depois surge um dos finais mais famosos da carreira de Ayrton Senna. No GP de Espanha de 1986, em Jerez, o brasileiro resistiu à recuperação de Nigel Mansell e venceu por somente 0,014 segundos. Senna chegou à meta com os pneus no limite e pouco combustível, enquanto Mansell recuperara rapidamente depois de montar pneus novos nas derradeiras voltas.
Em 1982, na Áustria, Elio de Angelis conquistou a primeira vitória da carreira ao bater Keke Rosberg por 0,050 segundos. Rosberg iniciou a última volta a 1,6 segundos do Lotus, recuperou praticamente toda a diferença e saiu da última curva lado a lado com o italiano, mas ficou a poucos metros do triunfo.
Nem todas foram disputadas
A lista também inclui finais cuja reduzida diferença não resultou propriamente de uma batalha até à bandeira. O caso mais conhecido aconteceu na Áustria, em 2002, quando a Ferrari ordenou a Barrichello que entregasse a vitória a Schumacher. O brasileiro abrandou nos últimos metros e terminou 0,182 segundos atrás, perante a contestação do público. Quase um quarto de século depois, ainda se fala disso.
Em Baku, porém, não houve encenação. Russell precisou de resistir até aos últimos metros a um Verstappen cada vez mais próximo, numa chegada em aceleração plena. Os 0,196 segundos não foram suficientes para entrar no top 10, mas garantiram ao GP do Azerbaijão um lugar entre os finais mais equilibrados de sempre da Fórmula 1.
Eis a tabela do top 20








