Há carros que nos conquistam, apesar dos pontos negativos que possam ter. Especialmente no mundo dos SUV, onde a concorrência é grande e feroz. O Austral é um desses casos. Olhando para o que o mercado tem para dar, o Austral tinha de fazer muito para se destacar. A tarefa era difícil à partida, mas a Renault criou uma opção muito válida.
O novo Renault Austral é o primeiro modelo da gama Renault a beneficiar das vantagens da nova plataforma CMF-CD da Aliança (Renault / Nissan / Mitsubishi). Concebido para acomodar diferentes propostas híbridas, permite várias motorizações eletrificadas: um novo motor E-TECH Full Hybrid, um novo motor Mild Hybrid Advanced, equipado com uma bateria de 48V e um motor Mild Hybrid assistido por uma bateria de 12V (sendo as únicas motorizações disponíveis). Combinado com as tecnologias MULTI-SENSE e 4CONTROL (presente apenas na versão de topo E-TECH Full Hybrid) o Austral torna-se numa proposta cada vez mais interessante à medida que o vamos conhecendo melhor.
Com vista a um maior dinamismo, o Novo Austral assenta num chassis que pretende atingir um equilíbrio entre comportamento e conforto. A melhoria da rigidez estrutural, bem como a otimização das molas e amortecedores, pretendem reduzir vibrações e ruídos sem prejuízo do desempenho. É sempre um compromisso difícil de atingir e na maior parte das vezes há uma componente que fica a perder, tornando-se num compromisso. O Austral sofre um pouco desse compromisso.
Olhando para a apresentação da Renault e no primeiro contacto com o carro, ficamos com a sensação que será mais um SUV, com a tarefa de substituir o Kadjar, mas a “pinta” exterior complementa a elegância do interior e as sensações de condução são de facto positivas. Para quem procura um SUV familiar espaçoso com toda a tecnologia a que tem direito, o Austral é uma opção a ter em conta. Neste teste, estivemos a bordo da versão Mild-Hybrid, de 160 CV, 1.3 a gasolina, na versão Iconic.











