Outrora era comum ver-se o orgulho de proprietários de veículos dizerem que tinham determinado modelo há anos ou que, na garagem deles só se via uma marca. Mas os tempos mudam e hoje em dia as coisas parecem ser ligeiramente diferentes. A fidelização de antigamente parece vir a desvanecer-se paulatinamente e, hoje, a maioria dos portugueses troca de marca de carro ao adquirir um novo veículo. Este é o resultado do mais recente estudo do Observador Cetelem. Conheça as razões percorrendo a galeria em cima ou vendo os tópicos em baixo.
André Duarte
Fonte: Observador Cetelem;
Critérios na seleção da amostra: “As análises económicas e de marketing, bem como as previsões para o Observador Cetelem Automóvel 2018 foram realizadas em colaboração com a empresa de estudos e consultoria C-Ways (www.c-ways.com). As entrevistas no terreno foram conduzidas pela Kantar TNS, entre 28 de agosto e 21 de setembro de 2017, na África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, México, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia. No total, foram inquiridos pela CAWI mais de 10.600 proprietários de uma viatura pessoal comprada nova ou usada nos últimos cinco anos. Estes indivíduos, com idades compreendidas entre 18 e 65 anos, foram retirados de uma amostra nacional representativa de cada país. A representatividade da amostra é assegurada pelo método de quotas (sexo, idade).”

90% dos inquiridos portugueses afirmaram a sua fidelidade a uma marca;

79% admite mudar de marca na hora de comprar um novo carro; 21% mantiveram a marca;

28% afirma que a opção por uma marca diferente se revela uma opção mais vantajosa para a carteira;

23% admite ter sido conquistados por um novo modelo;

19% revela insatisfação com o modelo antigo;

17% manifesta a vontade de mudar por curiosidade;

16% refere que a nova opção se traduz por uma melhoraria da sua situação financeira;
primeiro lugar, para os portugueses, pesa a sua carteira e, por este motivo, as marcas que apresentem uma oferta mais interessante (28%) e que melhorem a sua situação financeira (16%) parecem estar na frente da corrida. Depois, a existência de uma oferta cada vez mais ampla e diversificada no mercado português,
parece ter também impacto, uma vez que 23% afirmam ter comprado outra marca porque foram conquistados por um novo modelo. A estes motivos somam-se a insatisfação com o modelo antigo (19%) e a vontade de mudar, por curiosidade (17%).
Para serem conquistados ou fidelizados, os condutores deixam também pistas para os construtores: . desde logo, é importante a
satisfação com o modelo anterior (67%) e a
confiança na marca (47%). Factores que devem ser aliados a uma oferta comercial interessante (25%).
É também relevante para os condutores saberem com o que contam e, neste âmbito, a relação construída entre consumidor e concessionários/stands (13%) pode ser um fator diferenciador, nomeadamente pela qualidade dos serviços pretados e pós-venda.
Portugueses fiéis às marcas automóveis? Sim… mas pouco 79% mudam de marca quando compram veículo novo
Num mundo em mudança, com inúmeras escolhas e um setor em constante inovação, O Observador Cetelem procurou compreender até que ponto os automobilistas portugueses e europeus estão fidelizados a uma marca automóvel. A publicação deste ano assinala a 12a edição do estudo dedicado ao setor automóvel.
Houve um tempo em que os condutores e as suas famílias eram adeptos de uma só marca. «Éramos» Ford, Volkswagen ou Citroën, de modo resoluto e definitivo, por vezes ao longo de gerações. No entanto, a realidade parece ter mudado.
Hoje, 90% dos inquiridos portugueses afirmam-se fiéis a uma marca, mas, «entre falar e fazer», como diz o ditado, «há muito a dizer»: De acordo com o estudo Observador Cetelem Automóvel 2018, apesar da declaração de intenções, apenas 21% dos portugueses inquiridos confirmam ter mantido a mesma marca quando mudaram de viatura. Ou seja, ao mudar de carro, os portugueses pensam comprar um da mesma marca, mas quando chega a hora de tomar a decisão e concretizar a compra, 79% escolhem um automóvel de uma marca concorrente.
E quais as razões para serem ou não fiéis a uma marca automóvel?
Quando analisadas as conclusões do Observador Cetelem Automóvel 2018 percebemos que a razões destacadas pelos portugueses para terem ou não permanecido fiéis à sua marca automóvel são as seguintes:.
Em primeiro lugar, para os portugueses, pesa a sua carteira e, por este motivo, as marcas que apresentem uma oferta mais interessante (28%) e que melhorem a sua situação financeira (16%) parecem estar na frente da corrida. Depois, a existência de uma oferta cada vez mais ampla e diversificada no mercado português,
parece ter também impacto, uma vez que 23% afirmam ter comprado outra marca porque foram conquistados por um novo modelo. A estes motivos somam-se a insatisfação com o modelo antigo (19%) e a vontade de mudar, por curiosidade (17%).
Para serem conquistados ou fidelizados, os condutores deixam também pistas para os construtores: . desde logo, é importante a satisfação com o modelo anterior (67%) e a confiança na marca (47%). Factores que devem ser aliados a uma oferta comercial interessante (25%). É também relevante para os condutores saberem com o que contam e, neste âmbito, a relação construída entre consumidor e concessionários/stands (13%) pode ser um fator diferenciador, nomeadamente pela qualidade dos serviços pretados e pós-venda.
O perfil do consumidor português fiel às marcas é seguinte: homem ou mulher (21%), com idade entre os 30 e 49 anos (22%), de classe média (22%), sendo que são aqueles que frequentam os mercados de usados os que geram uma fidelização sensivelmente menos elevada.











