Num segmento C que é fortemente disputado, tal a qualidade das propostas que existem, este Mazda3 HB 2.0 e-Skyactiv G 150 cv tem para mim dois argumentos que são fundamentais. Proporciona um grande prazer de condução, e tem um motor económico que nos permite alguma diversão quando mudamos o ‘chip’ para algo mais irreverente.
Não é o mais barato face aos concorrentes, mas tem argumentos que podem fazer alguma diferença. Agora depende das suas preferências…
Hoje em dia não há carros maus. Há uns que são melhores em alguns aspectos, outros mais ‘generalistas’, que tocam música mais ‘variada’, sendo esses os que mais vendem, mas este Mazda é distinto em alguns pontos e esse é o seu grande argumento.
A maior parte das pessoas que conheço, acabam por adquirir um automóvel que tenha boa nota em muitos itens, mas também há aqueles que apontam para menos objetivos e curiosamente este Mazda toca em três que destaco. O motor, os consumos e a imagem.
Qualquer pessoa que pretende comprar um carro deve agarrar numa folha e colocar lá os pontos importantes que o carro deve ‘preencher’ na sua vida.
Não faz qualquer sentido comprar um carro apenas porque “é bonito”. O comprador racional deve ponderar os prós e os contras, destacando o que realmente quer do carro que pretende adquirir.
Este Mazda 3 não é nem de perto dos que mais vende no seu segmento, mas isso também não é um ponto negativo, porque lhe dá exclusividade, e há pessoas que não querem um carro “que toda a gente tem”.
Em primeiro lugar este Mazda tem um imagem fantástica, embora gostos nunca se discutam, o carro tem uma boa qualidade geral, gostei bastante do comportamento dinâmico, mas o que me surpreendeu mais foram os consumos.
Tinha pela frente quatro dias de ensaio que variavam entre uma viagem de 700 Km, autoestrada, em que precisava de me despachar e outros dois de ‘cidade’ e um bocado de estrada. O que o que tive? Consumos muito interessantes, em cidade e auto-estrada.
E isso foi o que mais me surpreendeu no carro. Contudo, claro que tive cuidado com o pé direito, embora nem sempre…
Também houve coisas que gostei menos. O escalonamento algo longo da caixa, a habitabilidade traseira é parca, mas cumpre. O que mais me preocupa é que sou ainda de uma geração que preza muito o prazer de condução mas vivo numa era em que os consumos são por demais importantes. E este carro ‘checa’ esses dois items…
Não é um carro de família, há outros bem mais indicados para isso, mas este motor ‘mild-hybrid’, ainda que não faça milagres, é mesmo muito interessante.
Já tive oportunidade de de guiar outros carros do segmento C, o Astra, 308, Golf, Focus, e gostei mais deste Mazda 3. Mas não para ‘filme geral’. Teria de ser racional na compra, porque lá está, a tal folha com os pontos importantes iria afastar-me deste carro, mas pode haver gente que preza muito mais o que destaco neste carro.
As sensações ao volante, o motor, o consumo e a imagem. É mesmo um carro para quem gosta de conduzir, mas se tiver que lá meter dentro toda a ‘criançada’, nem por isso.
Ah, e outra coisa: o som do motor é tão bom quando se chega à rotação ‘certa’…


















