Lewis Hamilton parte da pole position para o Grande Prémio da Cidade do México, numa corrida em que as estratégias de uma e duas paragens surgem como alternativas próximas. Segundo as simulações da Pirelli, a opção mais rápida é começar com pneus médios e terminar com macios, efetuando a troca entre as voltas 35 e 41.
A Pirelli disponibilizou os compostos C3, C4 e C5, respetivamente duro, médio e macio. A estratégia de referência é partir de médios e trocar para macios entre as voltas 35 e 41. A estratégia inversa é também válida. Quem começar com macios poderá beneficiar de maior aderência no arranque, com a passagem para médios prevista entre as voltas 30 e 36.
Para duas paragens, a principal opção é a sequência macios–médios–macios, com trocas entre as voltas 19 e 25 e entre as voltas 45 e 51. A proximidade de desempenho entre esta solução e as estratégias de uma paragem poderá dividir as escolhas das equipas.

Todos os pilotos dispõem de apenas um jogo de médios e um de duros para a corrida. Nos macios novos, a situação é diferente: Lewis Hamilton, George Russell e Isack Hadjar não têm nenhum jogo de macios novos, enquanto os restantes conservam pelo menos um. Oscar Piastri, que parte de 12.º após ser eliminado na Q2, tem três.
Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, favorece os compostos mais macios: “Está tudo em aberto, mas acreditamos firmemente que utilizar os compostos mais macios será a melhor opção, numa corrida de uma ou duas paragens.”
A renovação do asfalto em parte do circuito tem apresentado dificuldades acrescidas, com falta de aderência a ser muito sentida nos primeiros treinos. A aderência não terá aumentado o suficiente para tornar o pneu duro particularmente competitivo. Uma intervenção precoce do Safety Car pode justificar a sua utilização. Numa estratégia convencional de macios para duros, a janela de troca indicada situa-se entre as voltas 24 e 30.

O undercut deverá ser eficaz: parar antes de um adversário e aproveitar a vantagem dos pneus novos poderá permitir ganhar-lhe a posição durante a sequência de trocas. Contudo, a probabilidade superior a 50% de intervenção do Safety Car ou do Safety Car Virtual e de 20% de bandeira vermelha pode complicar a corrida a quem se antecipar na troca de pneus.










