Rúben Rodrigues e Rui Raimundo, no seu Skoda Fabia RS Rally2, concluíram o primeiro dia do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) a 19.1 segundos da frente. Apesar de alcançar Armindo Araújo poder ser uma tarefa difícil, a diferença de 13.6 segundos para Pedro Almeida representa um objetivo mais realista e estratégico, dado que Almeida é o seu principal rival na luta pelo campeonato.
Rúben Rodrigues descreveu o dia como “extremamente duro e demolidor”. Explicou a sua estratégia de preservação: “Fomos a poupar bastante a mecânica e também a tentar desviar-nos de algumas pedras, que por vezes eram calhaus autênticos, todos muito demolidores. Não nos compete atacar. Voltamos a seguir o plano que a equipa nos pede, e ir percebendo até que ponto podemos ir ou não, de modo a não arriscar em demasia.”
O líder do campeonato, que adotou uma gestão cuidadosa durante a tarde, expressou satisfação por ter conseguido terminar o dia: “Amanhã ainda é um dia longo, hoje era importante terminar. Estou satisfeito porque amanhã os troços são muito menos demolidores, têm um piso diferente.” Rodrigues justificou a abordagem conservadora: “Sim, a tarde foi mais de gestão, temos de gerir, não estamos em posição de tudo ou nada. Ao fim da tarde, já não tínhamos qualquer tipo de borracha e, por isso, não quisemos arriscar um furo, porque a qualquer momento, sem pneus, seria difícil forçar mais e poderíamos causar um grande estrago.”
Para o segundo dia, a abordagem será de cautela inicial, mas com intenção de atacar: “Sim, isso mesmo, ver o que eles fazem, mas se calhar também mostrar mais do que já mostrámos hoje. Em duas classificativas, quando foi preciso, estávamos lá. Penso que amanhã vamos forçar mais um pouco para que realmente possamos chegar mais perto ou até passar para a frente. Não sei, vamos ver. Amanhã é outro dia e vamos focar-nos em pôr o carro a 100% para que amanhã estejamos em plenas condições para que, se for preciso, ataquemos.”
Rodrigues sublinhou a sua situação confortável no campeonato: “A pressão existe sempre, mas estamos a gerir bem esse fator porque não precisamos de ganhar. Estamos numa situação confortável, podemos gerir, é importante terminar.” Reafirmou a dificuldade do percurso inicial: “A estrada tinha muita pedra e uma pancada podia ser complicada; andámos a desviar-nos de algumas situações em que nos apareciam pedras na estrada. Chegar ao fim é importante, e amanhã as classificativas são menos exigentes em termos de dureza, por isso penso que amanhã vamos ter uma palavra a dizer.”
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