Helmut Marko criticou Christian Horner pelo lançamento da autobiografia Drive a 22 de outubro, no quarto aniversário da morte de Dietrich Mateschitz, considerando a escolha da data de mau gosto. O antigo consultor da Red Bull classificou o conteúdo do livro como uma coleção de falsidades e rejeitou discutir as acusações em detalhe, embora tenha contestado uma alegação sobre a morte de Beverly Allen, antiga companheira de Horner.
Não ficaram muitas dúvidas de que a relação entre Marko e Horner ficou irremediavelmente afetada com as lutas internas que sucederam na Red Bull. Os dois elementos do triunvirato que levou a Red Bull ao sucesso, contando obviamente com Mateschitz, afastaram-se com a morte deste último que, aliás, iniciou um confronto interno pelo poder que acabou com a saída de Horner e a reforma de Marko.
A autobiografia reabriu o conflito entre os dois antigos responsáveis da Red Bull. No livro, Horner acusa Marko de divulgar à imprensa informações sensíveis de natureza intelectual e operacional. Segundo o seu relato, Adrian Newey ficou de tal forma frustrado com essas divulgações que elementos superiores da equipa começaram a omitir informações a Marko nas reuniões.
Horner descreve também o momento do seu despedimento, em 2025, alegando que Marko estava ao lado de Oliver Mintzlaff e repetiu a expressão “é uma questão da lata” para explicar a decisão (uma referência indireta às latas de bebidas energéticas e, por conseguinte, às lutas internas pelo controlo).
Em declarações ao Krone, Marko recusou responder ponto por ponto: “É uma coleção de falsidades de um nível tão baixo que não vou abordá-las.” Abriu, porém, uma exceção para contrariar a afirmação de que não tinha contactado Horner após a morte de Beverly: “Quero apenas corrigir uma alegação: apresentei, de facto, as minhas condolências após a morte da sua antiga companheira Beverly.” Segundo o Krone, mostrou no telemóvel a mensagem correspondente.
Horner escreveu que Marko nunca o contactou após a morte de Beverly, no ano anterior, durante um período que descreveu como já doloroso e em que, segundo a sua versão, o austríaco trabalhava para o afastar da Red Bull. No livro, considerou essa alegada ausência de contacto uma atitude pouco elegante.
Horner afirmou ainda que deixou de existir qualquer contacto entre ambos desde o seu último dia na fábrica, apresentando o aperto de mão de despedida como a última interação entre os dois. Marko, por sua vez, reforçou a crítica ao calendário do lançamento: “E o facto de o livro ser publicado precisamente no dia em que Dietrich Mateschitz morreu é uma vergonha.”









