Max Verstappen venceu o Grande Prémio de Singapura de Fórmula 1, conquistando o seu primeiro triunfo no circuito de Marina Bay. O piloto da Red Bull superou Charles Leclerc, da Ferrari, enquanto Kimi Antonelli, da Mercedes, fechou o pódio e reforçou a liderança do campeonato.
Com o pódio de Antonelli e o nono lugar de George Russell, o italiano lidera agora o Mundial com 102 pontos de vantagem sobre o colega de equipa. Pode sagrar-se campeão do mundo na próxima prova, em Austin, a 25 de outubro, se sair do Texas com uma vantagem de 125 pontos ou mais.
Uma corrida controlada por Verstappen
Partindo da primeira posição da grelha, Verstappen defendeu a liderança na curva inicial face a Leclerc e demonstrou um ritmo superior ao longo das 62 voltas. A corrida ficou marcada por duas neutralizações com ‘Safety Car’ Virtual, originadas por problemas mecânicos nos monolugares de Gabriel Bortoleto e Lance Stroll.
A gestão e a estratégia de paragens revelaram-se decisivas na segunda metade da prova. Kimi Antonelli aproveitou a neutralização motivada pela desistência de Stroll para efetuar uma troca para pneus macios. A vantagem de aderência permitiu ao piloto da Mercedes recuperar tempo e ultrapassar Lando Norris e Lewis Hamilton nas voltas finais.
Hamilton, que optou por não parar nas boxes durante esse período e realizou um percurso de 44 voltas com o mesmo conjunto de pneus, perdeu rendimento de forma drástica. O heptacampeão mundial caiu para o sexto posto final, cruzando a meta atrás de Norris e Oscar Piastri.
Filme da corrida
Leclerc teve a melhor partida da primeira linha da grelha, mas Verstappen defendeu-se por fora na primeira curva e manteve a liderança. O neerlandês começou a abrir vantagem em torno da volta 14 e, na volta 18, retirava cerca de meio segundo por volta ao Ferrari. Fez a única paragem na volta 33, com 20 segundos de avanço sobre Lando Norris, e regressou à pista com pneus médios, ainda na frente.
Nas últimas voltas, Verstappen teve problemas de rádio e a Red Bull passou a comunicar com ele por código. Houve também uma saída larga na volta 52, mas a vantagem sobre Leclerc nunca baixou de cerca de sete segundos. Na última volta, era de 7,5 segundos. Perante a corrida quase perfeita que Verstappen fez, o seu único adversários era… um eventual Safety Car.
Ferrari perde o pódio de Hamilton
Lewis Hamilton foi terceiro durante grande parte da prova, mas terminou em sexto. Na volta 19, fez uma paragem antecipada para montar pneus macios e regressou atrás de Liam Lawson, o que o obrigou a ultrapassá-lo. O piloto tinha sido informado de que, para o “Plano C”, era preciso aumentar o ritmo. Respondeu que não tinha mais andamento e a equipa passou ao “Plano B”. Mas nem esse correu bem…
O momento decisivo surgiu na volta 39, com o Virtual Safety Car provocado pela paragem de Lance Stroll. A Ferrari chamou Leclerc às boxes, mas não Hamilton, que tinha os pneus mais gastos. O Mercedes de Antonelli também parou. Os pneus de Hamilton estavam preparados na box, mas não é claro se houve confusão ou uma decisão diferente. Certo é que a decisão foi errada.
A Ferrari pediu depois a Hamilton que deixasse passar Leclerc, que recuperou o segundo lugar na volta 48. Na volta 54, Antonelli ultrapassou Norris à saída da primeira curva, depois de Hamilton ter saído largo. Na volta seguinte, passou também o Ferrari. Norris fez o mesmo logo a seguir.
Os comissários não tomaram medidas contra Hamilton por ter saído da pista na curva 1. Na volta 61, Oscar Piastri ultrapassou-o e ficou com o quinto lugar.
Antonelli e problemas mecânicos
Antonelli teve problemas de travões na volta 42, quando reportou dificuldade em abrandar o carro e foi em frente numa curva. A Mercedes justificou-o com “heat soak” e o pedal recuperou. Recebeu também um aviso de bandeira preta e branca por limites de pista, ao terceiro excesso. O quarto significaria uma penalização de cinco segundos.
À parte disso, acabou por ser um dia muito importante para as aspirações ao ao título.
Incidentes e recuperações
Gabriel Bortoleto (Audi) parou na saída da pista das boxes na volta 8, o que originou um Virtual Safety Car. O carro ainda fumegava quando foi retirado, e os comissários fecharam brevemente a entrada das boxes. Franco Colapinto (Alpine) abandonou na volta 31 e Stroll (Aston Martin) parou em pista com um problema de embraiagem. Piastri sofreu um furo lento e fez uma segunda paragem oito voltas depois da primeira.
Russell, que partiu do fundo da grelha por penalização, recuperou da 19.ª para a nona posição. Isack Hadjar, que utilizava um motor de substituição, terminou em décimo, o que garantiu à Red Bull o primeiro e o décimo lugares.











Errei no meu palpite, mas o Verstappen, hoje, quebrou três maldições e, quanto a isso, “batatas” :): venceu em Singapura, pela primeira vez; venceu a sprint e a corrida principal, o que ainda ninguém tinha feito este ano; venceu, partindo da pole, a 11 de outubro, sendo que até hoje, quem partiu da pole neste dia, tinha abandonado sempre. Boa corrida de Leclerc, Antonelli, os dois McLaren. Lawson e Hulkenberg. Má estratégia de Hamilton, que o fez perder posições no final. Muita dificuldade para o Russell ganhar posições. Há uma coisa que não percebi. O Antonelli teve quatro limites de… Ler mais »
A não penalização faz parte da conspiração para levar o Antonelli ao colo para o título. É uma reedição em versão F1 do eixo italo-germânico.
Agora a serio, pelo que depreendi houve três advertências e uma bandeira. Se tivesse havido uma quarta infracção, teria sido aplicada uma penalização de 5 segundos, o que não influenciaria o resultado final porque a vantagem sobre o 4.º classificado foi superior a 10 segundos.
Max a continuar a ser o abono de família da RB. Infelizmente Hadjar com o problema nos treinos pouco mais podia fazer. Antonelli com aquela sorte de campeão e a aproveitar tudo o que pode, com a ajuda do Russel que parece ser ele o rookie e não o Kimi. A Ferrari fez o que podia, mas o RB está numa excelente fase e o Max com o seu talento superlativo a fazer o que era preciso.