O arranque do primeiro dia completo do Rali da Sardenha ficou marcado por condições muito exigentes devido à acumulação de pó em suspensão e a um troço degradado, com Sébastien Ogier (Toyota) a assumir o comando da prova após a realização da primeira especial do dia. O piloto francês colocou o seu Toyota à frente com uma vantagem de 0,7 segundos sobre Adrien Fourmaux (Hyundai), que fez o melhor tempo, mas insuficiente para evitar que Ogier assumisse o comando da prova, que começou ontem com uma super especial. Sami Pajari completou o pódio virtual na terceira posição, assumindo-se como o melhor entre os candidatos ao título.
Entre os principais protagonistas da discussão do campeonato, a manhã trouxe sortes distintas. Enquanto Pajari e o líder da classificação geral, Elfyn Evans — que completou o troço de forma cautelosa a gerir a limpeza da estrada e o desgaste dos pneus —, conseguiram superar o troço sem maiores percalços, Oliver Solberg enfrentou sérias dificuldades.
O jovem piloto da Toyota sofreu um furo no pneu dianteiro esquerdo após embater num obstáculo ‘invisível’ na espessa poeira, perdendo tempo precioso e terminando muito atrasado na tabela. Nos restantes lugares de destaque, nomes como Dani Sordo e o regressado Mārtiņš Sesks completaram os seus testes iniciais com diferentes níveis de prudência face aos mantos de pó que dificultavam a visibilidade e obrigavam a travagens de recurso.
Filme da especial
A abertura da especial viu os primeiros concorrentes enfrentarem o desafio da limpeza da estrada, com Elfyn Evans a arrancar debaixo de condições difíceis, seguido de perto por Sami Pajari, que logrou impor um ritmo inicial ligeiramente superior ao do líder do campeonato nos parciais intermédios. No entanto, a incerteza no topo depressa mudou de figura com a passagem de Adrien Fourmaux. O piloto da Hyundai aproveitou uma excelente posição de partida para impor um andamento fortíssimo, liderando os parciais e cruzando a meta com o tempo mais rápido da fase inicial, apesar de relatar dificuldades com a pouca visibilidade na parte final.
A resposta da concorrência direta não tardou. Sébastien Ogier, rodando num ritmo cirúrgico e tirando partido da sua experiência, susteve as dificuldades impostas pelos bolsões de pó suspensos para registar um tempo que acabou por ser superior ao de Fourmaux por 1,5 segundos, após a aplicação dos ajustes de cronometragem oficiais. Este desempenho permitiu ao francês ascender diretamente ao comando da geral do rali.
Pelo meio, a atenção virou-se para os incidentes mecânicos que condicionaram a tabela. Oliver Solberg, o único piloto de topo a optar por uma estratégia de dois pneus sobressalentes, viu a sua tarefa ruir logo nos primeiros quilómetros ao sofrer danos na parede lateral do pneu dianteiro esquerdo na sequência de um impacto com uma pedra oculta pela poeira. A incidência custou-lhe mais de onze segundos de atraso e afetou profundamente o seu ritmo.
Nas restantes posições, pilotos como Dani Sordo conseguiram estabilizar a performance após um shakedown problemático no dia anterior, completando a especial com cautela e um quinto tempo provisório, ao passo que Mārtiņš Sesks cumpriu os quilómetros iniciais do seu regresso ao WRC com uma toada conservadora, assumindo publicamente a necessidade de readquirir ritmo competitivo.
Os resultados da primeira especial do dia demonstram o impacto imediato que os fatores ambientais, em particular a poeira retida e a ordem de partida, exercem na hierarquia do rali. A liderança provisória de Sébastien Ogier reflete a capacidade de otimizar o rendimento sem incorrer em riscos excessivos, tirando partido de um troço onde as condições melhoravam progressivamente para os seguintes mas com o pó a complicar.









