A notícia do ACP de 29 de setembro caiu que nem uma ‘bomba’. O Rali de Portugal ‘caiu’ do calendário de 2027, e agora vamos ver como é que é 2028. As reações são, obviamente de lamento e exigência de explicações.
O ACP diz que foi uma “alteração de última hora” do promotor, feita para tornar o calendário “geograficamente tão diverso e intercontinental quanto possível”. A prova tinha data marcada para 13 a 16 de maio de 2027 . Já houve conversas com o promotor para avaliar um regresso em 2028 .
Os calendários vão a votação no Conselho Mundial da FIA na próxima semana. O dia 29 era o último para fechar o processo. Quando virmos o novo calendário de 15 provas – o que mostra que o WRC não vai ficar mais ‘curto’ – vamos perceber algumas coisas.
Ni Amorim (Presidente da FPAK): Classifica a saída como uma “perda enorme para o automobilismo português”. Sem detalhar os motivos da decisão, sublinha o valor histórico da prova — considerada por várias vezes a melhor do mundo e a favorita dos pilotos —, manifestando a esperança num regresso em 2028.
Rui Madeira (piloto): Dirige críticas severas à FIA e ao novo promotor do WRC, acusando-os de “destruírem o WRC” por falta de planeamento regulamentar, taxas de inscrição elevadas (700 mil euros) e a imposição de um fornecedor único de pneus. Alerta que remover provas históricas (Portugal, Grécia, Córsega, Espanha, Inglaterra) para apostar em mercados sem tradição ou paixão (como EUA ou Ásia) afasta o público e as marcas.
Luís Pedro Martins (Turismo do Porto e Norte): Rotula a exclusão como “um desastre” e um golpe direto na economia, no turismo e no emprego das regiões Norte e Centro. Exige explicações diretas ao Automóvel Club de Portugal (ACP) sobre “o que falhou” e recusa aceitar a promessa de 2028 como um consolo para os investimentos financeiros já realizados.
Rui Ventura (Turismo Centro de Portugal): Considera a notícia “um murro no estômago”, destacando que a região Centro estava a preparar um reforço da prova no seu território, com Viseu a assumir um papel de relevo. Pede transparência sobre o processo negocial com o promotor e defende que o país não pode aceitar a decisão com resignação.
Antero Barbosa / Câmara Municipal de Fafe: Manifesta profunda tristeza pela ausência da prova, assumindo que a decisão ultrapassa a capacidade de intervenção dos municípios. Embora expresse solidariedade e apoio ao trabalho do ACP, admite que a falta do WRC penaliza gravemente a economia local e que provas como o Campeonato Europeu (ERC) não substituem o impacto do Mundial.
Contexto da decisão
A saída resulta de uma alteração de última hora efetuada pelo novo promotor do WRC — a empresa WRC Promoter GmbH, agora gerida pelo consórcio Cosmobilis Group e Park Square Capital. A entidade justificou a medida com a necessidade de conferir uma maior dimensão intercontinental e diversidade geográfica ao calendário de 2027.
O ACP mantém a expetativa de negociar o regresso da prova portuguesa para a temporada de 2028.








Pois… a questão “dos investimentos já realizados” é outro ponto a considerar!