Esteban Ocon vai deixar a Haas no final da temporada de 2026 da Fórmula 1, encerrando uma ligação de dois anos com a equipa norte-americana. O anúncio foi feito pelo próprio piloto esta quarta-feira, através das redes sociais, antes do Grande Prémio do Bahrain, permanecendo ainda incerto o seu futuro na categoria rainha do automobilismo.
Ocon ingressou na Haas em 2025, proveniente da Alpine, tendo alinhado ao lado do britânico Ollie Bearman. Ao longo de 39 Grandes Prémios disputados ao serviço da estrutura, o piloto francês somou 12 pontos, registando como melhor resultado o quinto lugar obtido na China, em 2025.
Num comunicado publicado nas suas redes sociais, o piloto explicou a decisão e garantiu empenho até ao fim do ano. “O meu tempo com a Haas F1 Team chegará ao fim no final da temporada de 2026. Saio deste projeto de cabeça erguida e orgulhoso do meu desempenho em circunstâncias que nem sempre foram as mais fáceis por vários motivos e fatores fora do meu controlo”, afirmou Esteban Ocon, acrescentando: “O meu foco imediato é o próximo fim de semana de corrida. Continuarei a trabalhar arduamente com a equipa, a maximizar cada oportunidade e a extrair todo o rendimento do carro. Continuo motivado. Continuo com fome. Isto não é de todo o fim da minha carreira na Fórmula 1.”
Em resposta à confirmação do piloto, a equipa emitiu uma declaração onde o chefe de equipa, Ayao Komatsu, agradeceu o contributo do gaulês durante o processo de transição regulamentar. “Gostaria de agradecer ao Esteban por tudo o que contribuiu para a equipa desde que se juntou a nós em 2025. O seu profissionalismo e empenho provaram ser valiosos à medida que continuamos a crescer como organização. Juntos, este ano, enfrentámos o desafio de uma grande mudança regulamentar, onde a experiência de condução e as opiniões do Esteban foram significativas no trabalho de desenvolvimento do VF-26 ao longo da época”, destacou o responsável da Haas.
A estrutura norte-americana informou que não avançará com novidades sobre a sua dupla de pilotos de momento, embora o jovem brasileiro Rafael Câmara, recruta da Ferrari e líder do campeonato de Fórmula 2, surja como o principal favorito a ocupar a vaga em aberto.
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Mais um que ‘podia ter sido’. Chegou à F1 estando ao nível do Verstappen nas fórmulas de promoção; não entrou por cima como o holandês; o espírito conflituos fez o resto e sai sem lustro.