A Honda anunciou uma alteração na liderança do seu programa de unidades motrizes de Fórmula 1. Yoichiro Fukao assumirá a função de Large Project Leader a partir de 1 de outubro, sucedendo a Tetsushi Kakuda, numa transição que a marca japonesa enquadra na preparação para a evolução regulamentar iniciada em 2026 e para novas mudanças previstas a partir de 2027.
A decisão surge quando Fernando Alonso admite que esta poderá ser uma semana importante de reuniões sobre o seu futuro na Fórmula 1. O espanhol, atualmente piloto da Aston Martin, tem apontado a falta de desempenho da unidade motriz Honda como uma limitação relevante da equipa.
A Honda explica que a entrada antecipada da nova estrutura visa reforçar a capacidade de desenvolvimento e preparar a próxima geração de engenheiros. “Após a introdução dos novos regulamentos em 2026, e com novas alterações regulamentares esperadas a partir de 2027, a Honda pretende estabelecer uma estrutura de desenvolvimento sólida e fornecer uma unidade motriz altamente competitiva, através da transição antecipada para a nova organização”, indica o comunicado.
A mudança acontece num contexto de dificuldades da Aston Martin em velocidade de ponta. Em Madrid, Fernando Alonso quantificou o défice nas retas: “São 37 km/h nas retas.” Lance Stroll foi igualmente direto na avaliação: “Sabemos que nos falta muita potência de motor onde quer que vamos. Falta-nos seriamente potência de motor.”
A Honda introduziu recentemente a especificação 2 da unidade motriz, mas não deverá receber uma grande evolução de desempenho durante 2026. Para o resto da época, a prioridade passa por aperfeiçoar o controlo e a gestão do motor.
“O principal objetivo é a capacidade de gestão, mas introduzimos sempre algumas alterações de calibração para ganhar um pouco mais de desempenho”, explicou o engenheiro Shintaro Orihara. “Não é significativo, mas temos sempre de melhorar passo a passo.”
No plano pessoal, Alonso deixou aberta a possibilidade de discutir o seu futuro competitivo nos próximos dias, embora tenha afastado a hipótese de um anúncio imediato. “Acho que esta semana pode ser importante. Não um anúncio, mas haverá reuniões.”
Foto: MPSA









