A super especial Rota Termal, que marcou a quarta Prova Especial de Classificação (PEC4) do Rali da Água, viu João Barros e Jorge Henriques, no seu Škoda Fabia RS Rally2, brilhar intensamente. A dupla impôs-se com um tempo vitorioso, batendo Rúben Rodrigues e Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2) por 2.7 segundos, enquanto Ricardo Teodósio e José Teixeira (Citroën C3 Rally2) asseguravam o terceiro posto.
O final da tarde e do dia trouxe uma reviravolta na classificação geral, com Rúben Rodrigues a ascender à liderança, na PEC3, ostentando depois da super especial com uma vantagem de 5.3 segundos sobre Rafael Rêgo e Nuno Mota Ribeiro (Toyota GR Yaris Rally2). Ricardo Teodósio encontra-se no terceiro lugar, a 16.1 segundos, e João Barros ocupa a quarta posição, a 28.9 segundos. Este dia revelou-se um verdadeiro teste de resistência, culminando numa autêntica “razia” para alguns dos nomes fortes da competição.
José Pedro Fontes e Inês Ponte, a bordo do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, enfrentaram um dia desafiante, com três furos na PEC3. Apesar de um respeitável quarto lugar na super especial, terminaram o dia na décima posição, a quase minuto e meio da frente, um revés significativo.
Pedro Almeida e António Costa (Toyota GR Yaris Rally2) viram as suas aspirações seriamente comprometidas na super especial. Ao travar para uma rotunda, o seu carro “passou-se” de traseira, ficando preso no interior dessa rotunda. Após alguma demora e a necessidade de alertar para um possível risco de incêndio, a polícia permitiu a assistência, e o piloto, com ajuda, conseguiu retomar o percurso e terminar o troço. Contudo, este incidente custou-lhe mais de dois minutos, fazendo-o cair do terceiro lugar na geral para a 14ª posição, a 2m12.0s da liderança.
Este cenário coloca Rúben Rodrigues numa posição privilegiada na luta pelo título. Com os seus principais adversários a sofrerem atrasos consideráveis, um bom resultado de Rodrigues poderá significar a conquista do campeonato em breve, antecipadamente.
Um dos destaques do dia foi, sem dúvida, Rafael Rêgo. A sua performance notável, sem erros e com um andamento consistente, permitiu-lhe terminar o dia a escassos 5.3 segundos da liderança, demonstrando um potencial promissor.
Apesar de toda a ação e das múltiplas ocorrências, é importante realçar que apenas três troços em estrada e uma super especial foram concluídos, antecipando-se ainda muitas emoções pela frente.
Classificação nas 2 Rodas Motrizes (2RM)
Na categoria das 2RM, João Rodrigues e Bruno Carvalho (Peugeot 208 Rally4) terminam o dia com uma confortável vantagem de 12.1 segundos, mesmo após cederem 5.3 segundos na super especial. Hélder Miranda e Mariana Machado (Peugeot 208 Rally4) ocupam o segundo lugar, com Pedro Silva e Valter Cardoso (Lancia Ypsilon Rally4 HF) a fechar o pódio provisório, a 25.8 segundos da liderança.
Anton Korzun e Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4) são quartos, seguidos por Nuno Coelho e Ricardo Cunha (Peugeot 208 Rally4) e Rafael Cardeira e Luís Boiça (Peugeot 208 Rally4). Pedro Câmara e João Câmara (Peugeot 208 Rally4) sofreram um furo logo no início, o que os atrasou significativamente, terminando o dia na décima posição, a 1m17s.4 da frente.
No FPAK Júnior Team, Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6) e Guilherme Nunes (Peugeot 208 Rally6) mantiveram desde início um animado duelo até o primeiro sofrer um furo e cair para a última posição, a mais de 8 minutos do primeiro lugar. Mário Matias (Peugeot 208 Rally4), outro dos candidatos, tem Leandro Costa (Peugeot 208 Rally6) por perto e já destacado de Ricardo Soares (Peugeot 208 Rally6), enquanto José Coelho Lima
(Lancia Ypsilon Rally6) desistiu, devido a problemas mecânicos, regressando depois em “super-rally”.
Este sábado, a última etapa terá seis classificativas (61,41 km) e com… muito ainda por decidir, atendendo às curtas diferenças de tempos entre os primeiros classificados, numa jornada que se antevê “dura”, devido à previsão de temperaturas elevadas.









