Tudo preparado para muita adrenalina! O cenário está montado para a sexta etapa do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o Rali da Água Transibérico Eurocidades Chaves Verin, um palco crucial onde os destinos dos campeonatos se começarão a traçar.
A coroa em jogo: Rúben Rodrigues ruma ao rítulo?
Na categoria ‘rainha’, Rúben Rodrigues ergue-se como o indiscutível líder, ostentando uma vantagem que já se faz sentir. Com três vitórias e um segundo lugar no seu palmarés, o piloto açoriano detém uma margem confortável de 20 pontos sobre Pedro Almeida (com um triunfo) e 33 sobre Armindo Araújo (também com uma vitória).
Se a recuperação dos seus rivais não for avassaladora, a balança penderá ainda mais para a consagração de um novo campeão açoriano – um feito que recorda o triplo domínio de Ricardo Moura entre 2011 e 2013.
Contudo, no mundo imprevisível dos ralis, a lógica nem sempre dita as regras. Muito pode ainda acontecer até ao final da temporada. Se a normalidade prevalecer, resta aos adversários de Rúben Rodrigues uma reação forte e imediata, sob pena de o seu domínio se consolidar e o campeonato ser decidido antes da prova final.
Desafios e sobressaltos na organização
Este rali, orquestrado pelo CAMI, assume uma importância capital nesta jornada. A organização enfrentou um verdadeiro susto com a nega espanhola, quase em cima da hora, à realização de troços cronometrados em território vizinho. Felizmente, a celeridade e mestria organizativa do CAMI resolveram a contento este percalço.
Este, porém, foi apenas mais um episódio numa série de “azares” que têm marcado o CPR 2026: o reboque do Rali de Portugal e um carro civil em troço, os problemas no Rali de Lisboa, o incidente do carro em contramão em Castelo Branco, e agora este susto com o CAMI. Tantos contratempos numa competição que ostenta um parque automóvel e um plantel de pilotos de fazer inveja, acabaram por desviar a atenção do que realmente importa: a espetacular competição nos troços que o CPR nos oferece há anos e que urge preservar.
A hora da verdade nas estradas transmontanas
É tempo de dar respostas! Antecipa-se uma jornada de puro equilíbrio e combate nas sinuosas estradas de asfalto transmontanas e galegas. Os adversários do líder, Rúben Rodrigues (Toyota GR Yaris Rally2), terão aqui a sua grande oportunidade para começar a reverter o rumo dos acontecimentos. No final do dia de hoje, teremos uma visão mais clara do que este rali reserva e, por inerência, do que o resto do campeonato, com as suas provas desafiantes, ainda nos trará.
As três vitórias e o segundo lugar do piloto açoriano conferem-lhe uma “almofada” confortável, mas, como vimos na recente prova da Madeira, os seus rivais têm argumentos para se defender e contra-atacar em qualquer terreno. Pedro Almeida (Toyota GR Yaris Rally2) e Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) prometem uma palavra forte, tal como na jornada anterior.
E não podemos descurar o potencial de Ricardo Teodósio (Citroen C3 Rally2), Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2), José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon Rally2), Gonçalo Henriques (Hyundai i20 N Rally2), Hugo Lopes (Hyundai i20 N Rally2) e João Barros (Skoda Fabia RS Rally2), todos com capacidade para lutar pelos lugares cimeiros. A verdadeira correlação de forças será revelada nos primeiros troços.
O jovem Rafael Rego (Toyota GR Yaris Rally2) regressa à equipa Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal. O seu profundo conhecimento dos troços do CAMI poderá ser um trunfo, e não será surpresa vê-lo na luta pelos primeiros lugares.
Duelos escaladantes nas categorias de suporte
Não menos empolgante será o duelo pela primazia no CPR 2RM (duas rodas motrizes). João Rodrigues (Peugeot 208 Rally4), o líder destacado com 29 pontos de avanço sobre Hélder Miranda (Peugeot 208 Rally4), enfrentará a concorrência de Pedro Câmara Jr. (Peugeot 208 Rally4). Estes dois pilotos destacaram-se na Madeira, e Câmara, ausente em Castelo Branco após o acidente em Lisboa, procura recuperar terreno face a Pedro Silva (Lancia Ypsilon Rally4) e ao já mencionado Hélder Miranda.
No CPR Júnior, Luís Caetano (Renault Clio Rally5) defende a liderança, mas terá de se impor perante Afonso Santos (Peugeot 208 Rally4) e Afonso Seixas (Renault Clio Rally5), também fortes candidatos à vitória.
O Rali da Água marca ainda o regresso do FPAK Júnior Team, prometendo um despique animado pelos lugares cimeiros nesta terceira prova da época. Guilherme Nunes (Peugeot 208 Rally6) lidera confortavelmente, mas entre Gustavo Silva (Peugeot 208 Rally6), Leandro Costa (Peugeot 208 Rally6), Mário Matias (Peugeot 208 Rally6) e José Coelho Lima (Lancia Ypsilon Rally6), a diferença é de apenas seis pontos. Um pouco mais atrás, espreitam Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6) e Ricardo Soares (Peugeot 208 Rally6).










