A Nissan, no Dia Mundial do Veículo Elétrico, confirmou o nome de novo modelo, o quinto elétrico na gama europeia: chama-se Pixo, o que recupera nome utilizado pela marca na Europa entre 2008 e 2013, representa o regresso ao segmento A e é baseado na mesma arquitetura técnica do Renault Twingo E-Tech e da segunda geração do Dacia Spring, modelos com que também partilhará a linha de montagem na Eslovénia. Apresentação marcada para dia 23 e estreia comercial planeada para 2027!
Nesta primeira comunicação sobre o novo modelo, o fabricante nipónico limitou-se a confirmar o nome de batismo do citadino, a produção na Europa e, também, a conceção de um carro pensado para a satisfação das exigências e necessidades dos clientes do Velho Continente. E o modelo é apresentado como um “compacta com personalidade muito vincada e projetado para uma utilização urbana”.

No entanto, sabe-se já muito mais sobre este Pixo. O modelo resulta da colaboração entre a Nissan e a Renault e será desenvolvido a partir do novo Twingo E-Tech, seguindo uma fórmula semelhante à utilizada no Micra, automóvel tecnicamente relacionado com o Renault 5 E-Tech Elétrico.
O Pixo será produzido pela Revoz, fábrica do Grupo Renault em Novo Mesto, na Eslovénia, juntamente com o novo Twingo e a segunda geração do Dacia Spring, apresentada no dia 8. A Nissan ainda não revelou as características técnicas do modelo, mas antecipa-se a partilha de grande parte da tecnologia com os dois “gémeos” baseados na plataforma RV-EV Small de tração dianteira e que utilizam a mesma cadeia cinemática, incluindo a bateria LFP de 27,5 kWh de capacidade e o motor de 60 kW – a marca francesa anuncia 82 cv e 175 Nm, enquanto a romena comunica 80 cv e 175 Nm. Como referência, ambos consomem, em média, 12,7 kWh/100 km, o que permite reivindicar autonomias de até 263 km, no primeiro caso, e 250 km, no segundo.
A diferenciação entre os três automóveis faz-se através dos desenhos exteriores e interiores. De acordo com informações já avançadas sobre este projeto, a Nissan procurou inspiração nos denominados “Pike Cars” que comercializou no Japão entre o final da década de 1980 e início da de 1990, entre os quais modelos tão peculiares como o Be-1 e o Figaro.

Um nome com história
O nome Pixo não é inédito na Nissan. O primeiro a utilizá-lo foi o segmento A apresentado na Europa em 2008, no salão de Paris, e comercializado na região até 2013, ainda que de forma discreta e sem sucesso comercial relevante. Era um citadino com 3,56 m de comprimento derivado do Suzuki Alto e produzido pela
Maruti Suzuki na Índia. Tinha motor de 3 cilindros e 1 litro a gasolina e destacava-se pela economia de utilização e simplicidade.
Depois do desaparecimento do Pixo, a Nissan deixou de competir no segmento A, categoria que perdeu dimensão e importância na Europa. Assim, mais de uma década depois, o nome regressa num automóvel com missão mais ambiciosa– carro pequeno, acessível e orientado para a cidade –, mas agora proposto apenas com motorização elétrica e produzido na Europa.
O lançamento do novo Pixo coincide com um momento de crescimento rápido dos carros elétricos baratos e pequenos, como Dacia Spring, Renault Twingo, Leapmotor T03 ou Hyundai Inster. Prova-o, por exemplo, o crescimento expressivo nas vendas registado este ano.
Cinco elétricos na gama
Com o Pixo, a Nissan consolida o reforço da proposta de automóveis elétricos na Europa, movimentou que aconteceu de forma rápida. O novo citadino posiciona-se na base da gama, abaixo do Micra, Juke EV, Leaf e Ariya.
O Juke EV também tem lançamento previsto para a primeira metade 2027 (a marca anunciou-o para a próxima primavera). A terceira geração do “crossover” concorrente no segmento B será exclusivamente elétrica e produzida em Sunderland, Inglaterra, juntamente com o Leaf, embora vá coexistir na gama com o atual Juke, que tem uma mecânica a gasolina (1.0 DIG-T, 114 cv) e uma motorização híbrida (1.6 Hybrid, 143 cv).













