O Campeonato do Mundo de Fórmula 2 regressa à atividade este fim de semana com a realização da décima ronda da temporada no Autodromo Nazionale Monza, em Itália. Conhecido como o Templo da Velocidade, o traçado italiano recebe os 22 pilotos do campeonato após a pausa de verão, numa fase em que a luta pelo título se encontra ao rubro e com Nikola Tsolov a liderar a tabela com seis triunfos.
O programa desportivo arranca esta sexta-feira com a sessão de treinos livres, seguida da qualificação que definirá a grelha de partida para ambas as corridas. A Corrida Sprint de 21 voltas disputa-se no sábado à tarde, enquanto a Corrida Principal (Feature Race) encerra o fim de semana na manhã de domingo. Em paralelo com a competição em pista, a organização tem agendada para sábado a revelação oficial do novo monolugar da categoria para 2027.
Desafios técnicos e escolhas de pneus
John Bennett, da equipa Trident, destacou a exigência do circuito. “Os desafios de Monza são as zonas de travagem, porque tens uma afinação de baixa carga aerodinâmica no carro, mas aproximas-te de todo o lado a velocidades super elevadas”, afirmou, apontando a travagem da primeira curva como o principal ponto de ultrapassagem.
Também o Diretor Técnico da FIA Fórmula 2, Pierre-Alain Michot, sublinhou as particularidades do traçado, apontando que três quartos da volta são feitos a fundo e exigem níveis reduzidos de carga aerodinâmica, o que sobrecarrega os travões no final das longas retas.
Para este fim de semana, a Pirelli selecionou os dois compostos mais macios da gama, o Macio e o Supermacio. A estratégia teórica ideal para a Corrida Principal prevê o arranque com pneus Supermacios, seguido de uma paragem nas boxes por volta da sétima volta para montar o composto Macio, num cenário em que a degradação deverá ser controlada, embora o graining possa surgir caso as temperaturas da pista fiquem abaixo do esperado.
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