Apesar de já contar com a versão atualizada do seu motor, a Honda encara o Grande Prémio de Itália com cautela, sabendo que Monza vai colocar à prova qualquer avanço tecnológico recente. O fabricante japonês, parceiro da Aston Martin, vai usar a nova unidade motriz pela segunda vez, depois de a ter estreado no Grande Prémio dos Países Baixos de 2026, em Zandvoort.
De Zandvoort a Monza: contextos opostos
A temporada da Honda começou de forma difícil, mas o novo motor pareceu trazer alguma melhoria, traduzida nos pontos conquistados por Fernando Alonso em Zandvoort. No entanto, o aumento de potência veio acompanhado de problemas na caixa e na entrega de potência, detalhes que terão de ser melhorados para tirar partido do novo motor. O problema é que Monza exige outro tipo de resposta: com retas longas e apenas 11 curvas, o traçado italiano privilegia sobretudo a potência pura, expondo qualquer défice de performance.
A visão de Orihara
Shintaro Orihara, diretor-geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, resumiu essa exigência ao explicar que Monza combina uma das maiores proporções de acelerador a fundo do calendário de 2026 com muito poucas curvas, o que torna decisiva a forma como a energia disponível é gerida ao longo da volta — um fator que se torna ainda mais relevante nas sessões de qualificação, onde cada décimo pesa.
“Os tempos por volta em Monza são altamente sensíveis à potência”, salientou o engenheiro japonês. “Com a introdução do nosso motor de especificação 2 em Zandvoort, demos um passo em frente em termos de desempenho, mas temos de ser realistas quanto ao próximo fim de semana, pois sabemos que ainda estamos atrás dos nossos concorrentes em termos de potência global. O nosso foco principal no Grande Prémio de Itália é melhorar a condução. Desde o Grande Prémio dos Países Baixos que temos vindo a trabalhar muito no banco de ensaios da HRC Sakura para melhorar este aspeto e, especificamente, para alcançar um controlo de combustão estável e consistente. Em Monza, iremos confirmar o efeito desse trabalho e realizar novos ajustes, o que nos dará mais competitividade nas próximas corridas.”








