O líder do campeonato, Elfyn Evans, e Jon Armstrong, foram algumas das estrelas internacionais que competiram no fim de semana passado, em Aberdeenshire, no Grampian Forest Rally, o evento que se vai transformar no futuro Rally da Escócia. E a avaliação dos pilotos ao evento cria expetativa para o próximo ano.
Embora o piloto da Toyota, Evans, não estivesse a competir na prova propriamente dita, Jon Armstrong, da M-Sport, venceu o rali por 9,3 segundos sobre o companheiro de equipa Romet Jürgenson. Nikolay Gryazin, da Lancia, terminou em terceiro, com o companheiro de equipa Yohan Rossel em quinto, separados por Osian Pryce, ao volante de um GR Yaris Rally2, que venceu a prova do Campeonato Britânico de Ralis.
Evans, que não conduzia nas florestas do Reino Unido desde o Rally da Grã-Bretanha de 2019, comentou as especiais afirmando: “No geral, são boas. São bastante rápidas, provavelmente até um pouco no lado rápido em algumas secções, mas está bem.” O piloto galês estabeleceu uma comparação com o País de Gales, dizendo: “No fundo, não é assim tão diferente do País de Gales. Acho que o piso é um pouco diferente. Naturalmente é um pouco mais rápido aqui, não tão fluido. Acho que o País de Gales é provavelmente a coisa mais parecida que já vimos no calendário com isto, mesmo que não seja exatamente o mesmo.”
Evans considera que o rali será “bastante desafiante” no próximo ano. Apesar de ter conduzido as etapas sem estar em competição, o piloto admitiu: “Acho que um carro Rally1 teria sido fantástico, mas obviamente não vamos ter isso. Não vale a pena pensar dessa forma. De um modo geral, são etapas bastante fluidas, com pouca aderência, mas talvez isso tenha um pouco a ver com sermos os primeiros na estrada.” Sobre a utilidade da experiência, acrescentou: “Acho que foi bom vir dar uma olhada, vir e pelo menos experimentar um pouco e tirar algumas notas. Esperamos que nem todas as etapas sejam invertidas, o que já aconteceu no passado — quando fazemos um grande esforço para ir fazer um reconhecimento, e depois chegamos no ano seguinte e nada é igual.” Evans concluiu que, apesar disso, “já temos uma ideia, sabemos um pouco do que esperar. O carro Rally2 está bastante alinhado com o que vamos ter no próximo ano em termos de desgaste, por isso conseguimos avaliar o desgaste dos pneus e tudo isso. E claro, agora está mais seco do que provavelmente vai estar no próximo ano.”
Armstrong, por seu lado, reconheceu que as etapas “eram um pouco duras” nas segundas passagens, “mas estamos habituados a isso no WRC“, tendo gostado, de resto, de as conduzir. O piloto elogiou as estradas, afirmando: “São uma boa mistura de fluidez e alguns cortes agradáveis também, o que é um pouco raro, por isso espero que não mudem isso no próximo ano. No geral, tem sido impressionante o tipo de estradas que têm aqui, e também acredito que têm muitas mais florestas que já estão a analisar para o próximo ano. Acho que vai ser um grande evento.”
Os ralis não se fazem apenas de troços interessantes, mas, acima de tudo, do calor do público. E, a avaliar pelo interesse que a prova reuniu, parecem estar reunidas todas as condições para um excelente rali. Evans explicou: “Acho que tem havido um bom nível de interesse local pelo evento, e claro que quando regressar como ronda do campeonato mundial, haverá ainda mais interesse para as pessoas viajarem de mais longe. Acho que todos têm sido muito acolhedores aqui. Algumas das instalações que vimos para a infraestrutura do evento em 2027 parecem promissoras, por isso estou entusiasmado para ver como o rali vai correr. Há muita gente muito entusiasmada por ter isto de volta no Reino Unido. Claro que nunca se pode comparar um rali candidato nacional com aquilo que será o evento real, mas há definitivamente um bom potencial.”








