Fernando Alonso fica ou sai da Aston Martin? É uma das movimentações das peças do xadrez do marcado de pilotos que continua por definir, mas Adrian Newey deu uma indicação do que poderemos esperar do espanhol. Numa altura em que a especulação sobre o futuro do espanhol na Fórmula 1 continua a intensificar-se, Newey aponta a permanência de Alonso na equipa, cujo contrato termina no final da temporada de 2026.
Prevê-se que o bicampeão de Fórmula 1 tome a sua decisão final nas próximas semanas, com o Grande Prémio dos Países Baixos, em Zandvoort, a aproximar-se como a primeira corrida do regresso à competição. Têm surgido relatos que associam Alonso a um regresso à Alpine, equipa onde conquistou os seus dois títulos, em 2005 e 2006. A decisão do piloto com 32 vitórias em grandes prémios surge no contexto de uma campanha profundamente desafiante para a Aston Martin. A equipa ocupa o 10º lugar na classificação de construtores, com apenas um ponto, conquistado por Alonso.
Ainda assim, existem razões para um otimismo. O Grande Prémio da Hungria, apesar de não ter devolvido pontos, foi considerado o fim de semana mais encorajador da equipa na temporada. Um pacote significativo de atualizações trouxe ganhos tangíveis de ritmo, com Alonso a alcançar a Q2 pela primeira vez em 2026 e o ritmo de corrida da equipa a deslocar-se do fundo da grelha para o meio do pelotão. A Honda também vai introduzir um motor atualizado no Grande Prémio dos Países Baixos, esperando-se mais um salto qualitativo.
Assim, questionado em Hungaroring sobre até que ponto é prioritário reter Alonso e sobre o grau de confiança de que a equipa o conseguirá fazer, Newey deixou pouca margem para dúvidas: “Obviamente, o Fernando é um piloto extraordinário. Ele traz enormes contributos à equipa, tanto no seu feedback como na sua capacidade. Por isso, para nós, claro que é importante. Estou bastante confiante de que o Fernando está a gostar do seu tempo connosco e de que vamos continuar a nossa relação.”
Foto: MPSA








