George Russell afirmou nunca ter vivido uma temporada com tanto azar como esta, depois de um problema no motor ter comprometido o seu arranque no Grande Prémio da Hungria, no fim de semana. O piloto britânico da Mercedes partiu do sexto lugar, mas caiu para a cauda do pelotão logo após a saída, devido a um problema de anti-stall no carro. Russell conseguiu recuperar posições ao longo da corrida, terminando em sétimo lugar, mas perdeu mais terreno na luta pelo título face ao líder do campeonato, Kimi Antonelli.
Com este resultado, Russell viu a diferença para o líder do campeonato, Antonelli, aumentar para 59 pontos, enquanto Lewis Hamilton se encontra 50 pontos atrás do líder. Russell explicou que estava praticamente sem acelerar quando o motor começou a comportar-se de forma errática antes do início da corrida, o que resultou naquilo que classificou como um “arranque terrível”.
O piloto recordou ainda outros incidentes de infortúnio ao longo da temporada: uma falha na bateria enquanto lutava com Antonelli pela liderança no Grande Prémio do Canadá, uma penalização incorretamente atribuída por excesso de velocidade no Mónaco (juntamente com mais quatro pilotos), uma alegada desvantagem de velocidade em reta face a Antonelli e uma colisão que terminou a sua corrida no Grande Prémio da Bélgica, no início deste mês. Antes da corrida de domingo, Russell foi ainda forçado a substituir a unidade motriz, depois de ter sido detetada uma fissura no motor durante a qualificação, o que poderá implicar uma penalização na grelha mais tarde na época.
“Obviamente os problemas estão a acontecer, mas toda a equipa também os sente” disse Russell. “Estão tão chateados como eu com a forma como isto se tem desenrolado. Precisamos de olhar para nós próprios e garantir que não há nada que estejamos a fazer mal que esteja a contribuir para estes erros. O Oscar [Piastri] também teve o problema dele [na caixa de velocidades]. Não é como se fôssemos os únicos, mas sinto que isto me está a acontecer substancialmente mais do que aos outros. Espero que a sorte mude. Não desejo azar a ninguém. Mas nunca tive uma temporada assim em toda a minha carreira, quanto mais na Fórmula 1”.
No arranque, estava a acelerar à espera, então de repente o motor começou a comportar-se de forma errática, a acelerar muito alto e muito baixo. Junto isso à lista de coisas que aconteceram na primeira metade deste ano e rezo para que as coisas acalmem na segunda metade. Estou de certa forma para lá do ponto de desilusão. Por isso tenho de me manter positivo. O ritmo foi muito forte. A equipa disse que estive tão forte como qualquer outro lá fora, o que não acontecia provavelmente há três corridas, por isso vou ficar com esse aspeto positivo. Mas sim, é simplesmente inacreditável a lista de coisas que aconteceram esta temporada.”
Foto: MPSA










