Por Pedro Junceiro
A nova geração da Toyota Hilux encontra-se a caminho do mercado nacional. O modelo tem desenho muito mais moderno do que o antecessor e, no capítulo das motorizações, tem até uma versão 100% elétrica (BEV). No entanto, como “ponta de lança”, Diesel com tecnologia “mild hybrid” (MHEV).
Uma das “pick-ups” mais vendidas em todo o mundo (mais de 27 milhões de unidades desde 1968), a Hilux entra na nona geração com uma série de novidades tecnológicas importantes, mas sem abdicar de características tão tradicionais como a robustez, a capacidade de carga e a versatilidade de utilização em condições difíceis.
O modelo incorpora a imagem mais recente da marca, sobretudo na dianteira, com a grelha do tipo “colmeia” na versão Diesel e tapada na elétrica (BEV), associada a faróis mais finos com tecnologia LED. O para-choques dianteiro tem proteções inferiores em cinzento e, nas laterais, destacam-se os estribos integrados, bem como para as opções de jantes de 17’’ e 18’’. A inédita versão elétrica tem outras especificidades, como os guarda-lamas na cor da carroçaria e as jantes de 17”.

Muitas capacidades e qualidades
A nova Hilux mede 5,320 m de comprimento e 3,085 m entre eixos, tem por base um chassis de longarinas, arquitetura típico deste tipo de veículos pensados para utilizações exigentes, embora tenha recebido evoluções para progressos na rigidez e na segurança. Na versão BEV, bateria integra numa zona protegida, o que explica a capacidade limitada a 59,2 kWh, o que tem impacto na autonomia.
A capacidade “off-road” foi desenvolvida na Tailândia e destaca-se por atributos como os ângulos de ataque e saída, de 29º e 24º, respetivamente, ou os 700 mm de passagem a vau, independentemente da motorização. No entanto, existem diferenças entre as versões Diesel e a BEV. Na primeira, 309 mm de altura ao solo. Na segunda, apenas 212 mm. E, obviamente, isto reflete-se tanto no ângulo ventral (23º “contra” 20º), como na inclinação máxima de subida (42º “contra” 34º). A bateria também soma 245 kg ao peso da “pick-up”, que aumenta para 2420 kg.
As capacidades de carga e de reboque também são influenciadas pela motorização: a versão Diesel permite até 1025 kg, enquanto a elétrica admite só 710 kg; e o peso máximo rebocável é de 3500 kg na primeira e 1600 kg na segunda.

Mais qualidade
No interior, progressos indiscutíveis, com mais qualidade de construção e incorporação tecnológica. O habitáculo tem novo desenho e é mais funcional e tem melhores soluções de arrumação. Dependendo do nível de equipamento, o painel de instrumentos pode ser de 7’’ ou 12,3’’, enquanto o sistema multimédia dispõe de ecrã de 9’’ ou 12,3’’ e é compatível sem fios com Android Auto e Apple CarPlay. A consola central integra os controlos dos sistemas
de tração e dos modos “off-road”, além do novo seletor “shift-by-wire” da caixa de velocidades.
Ao nível mecânico, a oferta divide-se entre a motorização Diesel eletrificada e a inédita proposta elétrica. O 2.8 turbodiesel debita 204 cv e 500 Nm, e é assistido por um sistema “mild hybrid” de 48 V com motor-gerador de 12 cv e bateria de iões de lítio. Esta solução melhora a eficiência e a resposta nos baixos regimes, além de tornar o funcionamento do “start-stop” muito mais suave. O programa Multi-Terrain Select apresenta diversos modos de funcionamento, de forma a adaptar o novo Hilux a diferentes superfícies.
Na versão elétrica, motores nos dois eixos, tração integral permanente, 196 cv e bateria NMC com 59,2 kWh de capacidade (54 kWh úteis). A autonomia WLTP anunciada é de até 257 km (até 380 km em ambiente urbano). O sistema admite carregamento até 125 kW em corrente contínua, o que permite aumentar o armazenamento de energia de 10% para 80% em cerca de 30 minutos. Em corrente alternada, a potência máxima admitida é de 10 kW (uma carga completa em cerca de 6h30). Nesta versão, modo específico “Mogul” para condução em terrenos rochosos e suspensão traseira com arquitetura De Dion.

A gama no mercado nacional
A gama em Portugal organiza-se em diversos níveis de equipamento, que foram pensados tanto para uma utilização profissional, como particular. Para o Diesel 2.8 Hybrid 48 V, preços a partir de 49.500 € – Caixa Metálica e três lugares (59.200 € com cinco lugares) –, 59.000 € para a versão Tracker de três lugares (68.500 €) e 66.500 € para a Invincible de três lugares (75.000 €). No caso da Hilux elétrica, disponível só com cabine de cinco lugares, Caixa Metálica por 69.400 € e Tracker por 73.000 €.













