Ferrari ambiciona vitória, Aston Martin estreia atualização e pilotos procuram fechar o ciclo na mó de cima
O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 ruma este fim de semana ao circuito de Hungaroring para o Grande Prémio da Hungria, a 11ª jornada da temporada de 2026. A prova marca o encerramento de um ciclo exigente de seis corridas em oito semanas e constitui a última oportunidade para somar pontos antes da habitual pausa estival obrigatoriamente cumprida pelas equipas durante o mês de agosto.
Depois de um abandono precoce no Grande Prémio da Bélgica, em Spa-Francorchamps, na sequência de um toque na primeira volta com Lewis Hamilton, George Russell procura agora dar a volta ao infortúnio na Hungria. O piloto da Mercedes, afetado por um défice de velocidade de ponta no traçado belga, enfrenta um circuito de características vincadamente opostas. “Fiquei sem reação a este desaire”, confessou Russell após o incidente, virando já a página para um traçado em que as exigências de potência pura são secundárias em relação à eficiência aerodinâmica.
Em sentido inverso, a Scuderia Ferrari chega a Budapeste motivada por uma sequência de resultados positivos. Charles Leclerc conquistou a vitória em Silverstone e um segundo lugar em Spa, resultados impulsionados pelas recentes atualizações no motor e no chassis do monolugar italiano. Fred Vasseur, chefe de equipa da Ferrari, perspetiva boas indicações para as características do traçado húngaro, marcado por sequências de curvas lentas e retas curtas. Com a reduzida sensibilidade à potência máxima, a formação de Maranello posiciona-se como uma das principais candidatas ao lugar mais alto do pódio.
Paralelamente, o fim de semana fica marcado pela introdução de uma evolução profunda no monolugar da Aston Martin. A estrutura liderada por Adrian Newey estreia uma versão profundamente revista do seu chassis para corrigir as lacunas registadas na primeira metade do ano, aguardando ainda por uma nova unidade motriz Honda após o verão. Fernando Alonso e Lance Stroll testam assim a eficácia do novo pacote aerodinâmico numa tentativa de se reaproximarem do meio do pelotão.
Também a McLaren e a Racing Bulls apresentam novidades técnicas no traçado magiar, com Liam Lawson a receber o segundo chassis atualizado na equipa secundária da Red Bull, igualando o material de Arvid Lindblad.
Com três semanas sem competição após a bandeira de xadrez em Hungaroring, a corrida de domingo ganha um peso psicológico determinante. Um bom resultado em Budapeste garante uma margem de tranquilidade reforçada para pilotos e construtores até ao regresso da ação, agendado para 23 de agosto no circuito de Zandvoort, nos Países Baixos.
FOTO MPSA Agency








