Sami Pajari estreou-se a vencer no Campeonato do Mundo de Ralis ao triunfar no Rali da Estónia, numa exibição dominante que o colocou, de forma definitiva, na conversa dos candidatos ao título. O finlandês, navegado por Marko Salminen, liderou do primeiro ao último troço e venceu 12 das 18 especiais, incluindo uma sequência de nove tempos consecutivos mais rápidos na sexta-feira e na manhã de sábado.
A vitória, a primeira da carreira na categoria principal, surge na segunda época a tempo inteiro de Pajari ao volante de um Rally1. O piloto de 24 anos já somara cinco pódios em 2026, mas faltava-lhe o triunfo que, em Estónia, chegou com uma margem confortável e sem sobressaltos decisivos.

Um alívio depois da insistência
No final, Pajari não escondeu que o resultado teve também peso emocional. “A primeira coisa que me vem à cabeça é talvez um grande alívio”, disse, sublinhando que a equipa perseguia esta meta há bastante tempo e que, nesta temporada, a vitória já tinha escapado por várias vezes.
O finlandês admitiu ainda que a pressão nunca desapareceu, mesmo quando parecia comandar a prova com aparente facilidade. “Estávamos quase sempre meio passo à frente dos outros, mas nunca foi realmente tão dominante para mim”, explicou, acrescentando que continuou sempre obrigado a “estar realmente, realmente concentrado”.
Salminen também fez história
Para Marko Salminen, de 47 anos, o triunfo teve um significado particular: foi também a sua primeira vitória absoluta no WRC. O navegador destacou o longo percurso no desporto e a importância simbólica de, finalmente, chegar ao topo na classe principal. “Em momentos como este não se percebe logo o que aconteceu, mas estou feliz”, afirmou.
A imagem final da prova reforçou esse peso simbólico: família, emoção e a sensação de um sonho antigo concretizado. Pajari confessou mesmo que ainda não tinha assimilado totalmente o que fizera.
Impacto na luta pelo título
O sucesso na Estónia teve efeito imediato na classificação. Pajari subiu a terceiro no campeonato, a 33 pontos do líder Elfyn Evans, e passou a ser visto de forma mais clara como ameaça real na corrida ao título.
Quando questionado sobre essa possibilidade, o finlandês foi prudente, mas direto: “Penso que sim”, disse, referindo que talvez tenha chegado o momento de os outros começarem também a reconhecê-lo como candidato.
A vitória na Estónia, mais do que um resultado isolado, confirmou a maturidade competitiva de um piloto que deixou de ser apenas promessa. Agora, no WRC, Pajari já é um nome maior.









