Ricardo Teodósio é um dos nomes mais aclamados pelo público. O piloto algarvio gosta de dar espetáculo e os milhares que vão enfrentar o pó dos troços portugueses agradecem a gentileza. Para este ano, Teodósio tem mais um desafio particular: novo carro, novas exigências, num rali que não perdoa.
Teodósio participou no Rali de Serpa, que serviu como preparação para o Rali de Portugal, uma prova que ajudou a dar passos na direção certa, mas que não ficou isenta de dificuldades, como explicou em declarações ao AutoSport:
“Em Serpa, tivemos ali uma série de pequenos problemas e já usámos os pneus que vamos utilizar no Rali de Portugal. Senti uma falta de tração enorme… traseira, nada! Além disso, levava o meu irmão como navegador, e era a primeira experiência dele. Quando conseguiu acertar, correu tudo bem. Antes disso, andámos muito tempo à vela. A sorte é que o primeiro troço eu conheço relativamente bem, Santa Iria. Os outros eram novos para mim. Ou seja, depois, tudo junto e com o chão muito escorregadio, com os pneus duros, as coisas não estavam a correr como nós queríamos e aquilo que eu queria sentir, senti no primeiro troço apenas.”
“Hoje [ontem] já trocámos o carro um bocadinho para a primeira passagem. Mudámos uma série de coisas e senti-me melhor. Falta-me confiança na travagem: eu travo e o carro parece que não trava, o carro parece que vai a voar. Mudámos agora para a segunda passagem, convergências, suspensão, mudámos uma série de coisas e aí o carro já me disse algo diferente. Ou seja, estamos no caminho certo e precisamos de fazer este ralizinho todo, amealhar o máximo de quilómetros possível, terminar o rali, tentar chegar o mais à frente possível, claro. Vamos tentar não furar, o que não é fácil, pois é um rali muito difícil, muito duro.”
Teodósio deu também a sua opinião quanto aos troços deste ano:
“Quanto aos troços feitos em sentido contrário… gostei. É diferente. Mas Arganil, aquela parte a subir, aquilo é pedra, pedra e mais pedra. É muito mau. Penso que havia outros sítios por onde passar. Os outros troços estão bons, bem arranjados. Acho que as câmaras e o ACP fizeram um bom trabalho.
Agora é esperar que o rali nos corra bem e irmo-nos desviando das pedras, porque as máquinas da frente arrancam muitas pedras. É esperar não furar para tentar terminar e ter um bocadinho de sorte para chegar ao pódio.”









