Audi Sport Quattro S1 E2 nas Camélias: a banda sonora de uma geração

Por a 27 Abril 2026 10:46

Alberto Vilarino Fraga é um piloto que há década e meia corre com carros históricos. No seu currículo estão apenas dois, mas… que dois! Começou com um Ford Fiesta XR2 MKII em 2010, guiou o carro até 2023, quando ficou pronto o Audi Sport Quattro S1 E2 que trouxe agora ao Rali das Camélias, onde deu tanto espetáculo.

Falar do Audi Sport Quattro S1 E2 é falar do momento em que a engenharia automóvel perdeu o medo e decidiu desafiar as leis da física. Há 40 anos, no auge de 1985 e 1986, este carro não era apenas uma máquina de ralis; era uma declaração de guerra tecnológica.

Pode considerar-se que o S1 E2 foi o expoente máximo do Grupo B. Ao contrário dos carros atuais, onde a eletrónica gere cada milissegundo de tração, o Audi era, e é, para quem tem mãos para ‘ele’, um animal mecânico indomável.

O icónico bloco de 5 cilindros em linha produzia, oficialmente, cerca de 500 cv, mas sabe-se que em certas configurações ultrapassava os 600 cv. Alberto Fraga confessou-nos que este tem 500 cv.

O grito metálico do motor combinado com o “espirro” agressivo da válvula blow-off do turbo tornou-se a banda sonora de uma geração.

Com asas enormes (o famoso “limpa-neves” frontal e a asa traseira gigante), o E2 foi um dos primeiros carros de ralis a usar a aerodinâmica de forma radical para tentar manter o carro colado ao chão, já que a frente era pesada e o carro tinha uma tendência crónica para a subviragem.

Quando perguntámos a Alberto Fraga como era guiar uma ‘besta’ destas? “É algo completamente diferente, é um carro muito ‘bruto’. Não é especialmente bom a curvar, mas dá-nos umas sensações incríveis ao guiá-lo”, começou por dizer o espanhol que revelou ter começado a construí-lo há 10 anos, e estreou-o no ano passado em Portugal no RallySpirit. Na semana passada corremos com ele no Festival Hoznayo em Espanha: “estamos ainda a adaptar-nos um pouco a ele”, disse Fraga: “Neste momento tem ‘apenas’ 500 cv. Conseguimos chegar aos 600, 650 cv, estamos ainda em adaptação”, disse, confessando depois que muita gente está a fugir para os carros históricos “porque não temos o espartilho da FIA, temos muito mais liberdade na construção dos carros, e muita gente gosta ainda de ver passar este tipo de carro históricos. E nós desfrutamos ainda mais, especialmente por causa deste público que é fantástico”, disse.

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