A penúltima especial do rali aproxima Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) da glória, depois de uma prova em que a estratégia de preservação de pneus e mecânica superou a sede de risco.
Já Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) travaram um duelo de titãs pelas décimas nos pontos de domingo, com a balança a cair facilmente para o lado do sueco, que chega à PowerStage 8.4s na frente do galês e com Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) a trinta segundos, ainda assim na frente de Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) e Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1).
No WRC2, Yohan Rossel ruma ao triunfo no WRC2 e a colocar um Lancia pela primeira vez no top 10 duma prova do WRC em 31 anos e o seu irmão Leo Rossel, a ladea-lo em sexto da geral e segundo do WRC2. Nikolay Gryazin deve fechar o pódio com outro Lancia.
Filme da especial
O cenário abriu com Oliver Solberg a fixar um tempo canhão. Colado ao seu rasto, Elfyn Evans tentou morder a liderança do sueco, ambos calçados com pneus duros, mas a sujidade acumulada nas curvas forçou o galês a uma cautela que lhe custou dois segundos.
No seio da M-Sport, o alívio foi visível: Alex Coria recuperou o caderno de notas, devolvendo a voz ao Ford de Fourmaux, embora o francês não tenha escondido a frustração por ver o colega Jon Armstrong superá-lo na classificação do “Super Sunday” por uma margem mínima.
Armstrong, com uma condução fluida no asfalto liso, provou estar cada vez mais à altura dos veteranos, enquanto Josh McErlean celebrava a evolução do seu Puma, sentindo-se finalmente em sintonia com a máquina.
Mais atrás, Hayden Paddon transformou o troço num laboratório vivo, testando soluções para o futuro, enquanto Sami Pajari e Takamoto Katsuta adotaram uma toada de “cruzeiro”, admitindo que a magia dos dias anteriores dera lugar à necessidade de levar o carro inteiro até ao pódio.
O líder Thierry Neuville, imperturbável, cruzou a meta quinze segundos depois de Solberg, com o semblante de quem tem o plano traçado e o destino selado. No encerramento, o clã Rossel dominou as atenções: Leo atacou para reduzir distâncias, mas Yohan, o líder da Lancia, manteve o sangue-frio, sacrificando segundos pela segurança de segurar o triunfo histórico para a equipa a apenas um troço do fim.











