WRC, Rali da Croácia/PEC11: Solberg voa, Neuville recupera 2º lugar…
A décima primeira especial colocou imensos problemas à caravana, num teste implacável onde o asfalto desapareceu sob camadas de gravilha e detritos. Enquanto Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) recuperou o segundo lugar com uma exibição autoritária, o líder Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) viu a sua vantagem encurtar ao sofrer danos na roda dianteira esquerda, provando que a sobrevivência é o único objetivo neste cenário de caos.
Na verdade, os homens da frente estão a ser cautelosos, e para o provar basta olhar para o que fez Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1), que deixou nesta especial Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) a 13.9s com
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) a 17.4s e Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) a 24.7s. Neuville surge a 27.4s em 22,48 Km e Pajari a 30.3s. Pior esteve ainda Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1), que cedeu 44.3s, caindo para o terceiro lugar da classificação geral.
Filme da especial
A luz verde para a especial 11 trouxe incerteza quando Elfyn Evans foi retido na partida por seis longos minutos, um prenúncio da dureza que se seguia. Oliver Solberg, imperturbável, voltou a ditar o ritmo com uma condução cirúrgica, parando o cronómetro em 13:44.9 e desafiando a falta de aderência que tornava a estrada “interessante” e traiçoeira.
Evans, finalmente libertado para o troço, sentiu na pele a “poluição” massiva da trajetória, perdendo tempo precioso enquanto lutava contra a gravilha solta que impedia qualquer compromisso com a velocidade.
Jon Armstrong seguiu-se, sentindo os pneus a cederem sob a subviragem, mas mantendo-se na peugada dos tempos da Toyota.
No meio do pelotão, o heroísmo de Josh McErlean continuava; após o incêndio anterior, o piloto explicou que um fio elétrico tinha ardido, mas recusou-se a baixar os braços, cruzando a meta apesar do ‘fumo psicológico’ e da distância para os líderes.
O drama mecânico alastrou-se a Adrien Fourmaux, que terminou com uma roda ‘empenada’ após um impacto, prevendo que a segunda passagem por ali será “especial” pela negativa.
Hayden Paddon, vítima de uma escolha de pneus desastrosa, perdeu o norte e a tração, abrindo caminho para o momento de glória de Thierry Neuville.
O belga atacou onde os outros hesitaram, esmagando o tempo de Katsuta por quase dezassete segundos para reclamar o segundo posto da geral.
O japonês da Toyota, sem confiança perante tanta sujidade, nada pôde fazer.
No fecho da especial, o líder Sami Pajari sentiu o peso da pressão: com danos visíveis na jante dianteira esquerda e quase três segundos perdidos para Neuville, viu a sua margem de segurança derreter para 11.8 segundos, prometendo uma tarde de nervos de aço.

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