É uma imagem comum nos paddocks de F1 (e não só): mecânicos a lavarem as rodas dos carros, exaustivamente, a cada sessão. O motivo é mais do que estético e, como seria de esperar, tem uma razão bem definida.
A maioria dos carros de F1 utiliza à volta de dois jogos de pneus nos treinos livres, cerca de cinco na qualificação e pelo menos três ao longo do Grande Prémio — embora as exigências do dia da corrida possam elevar este número para cinco ou seis jogos. Entre 16 e 48 pneus acabam por necessitar de uma lavagem completa após cada sessão, que, para alguns mecânicos, termina invariavelmente com uma sessão de limpeza exaustiva a cada roda. Mas por que razão existe este cuidado extremo?
O objetivo principal não é a estética, mas sim a segurança. Cada lavagem permite remover o pó de carbono dos travões, que, se ficar agarrado, pode atacar o magnésio forjado, danificar a superfície e, por conseguinte, fragilizar a estrutura da roda.
Além da limpeza, a lavagem também permite inspecionar bem cada jante, o que é crucial em circuitos urbanos, onde os toques nos rails são frequentes; se houver marcas ou suspeitas, a roda pode ser isolada para ensaios não destrutivos (fissuras, empenos).
Assim, o que parece um “castigo” é, na verdade, um procedimento que permite garantir que um dos componentes mais importantes dos monolugares esteja sempre na melhor condição possível, permitindo uma avaliação pormenorizada que evita falhas que podem colocar em causa tanto a integridade física dos pilotos como um bom resultado.










