Felipe Nasr lidera 1-2 da Porsche Penske nas 12 Horas de Sebring, Albuquerque no pódio

Por a 22 Março 2026 08:30

Felipe Nasr liderou a dobradinha da Porsche Penske Motorsport na 74ª edição das 12 Horas de Sebring, garantindo a vitória no Porsche 963 nº 7, partilhado com Julien Andlauer e Laurin Heinrich.

O brasileiro resistiu à pressão do seu companheiro de equipa Kevin Estre, no Porsche nº 6, e selou o triunfo com 1,515 segundos de vantagem após uma derradeira fase de corrida marcada por muitos incidentes em pista, várias neutralizações e o mais importante de tudo, decisões estratégicas que fizeram a diferença.

Com este resultado, Nasr torna-se agora quatro vezes vencedor absoluto em Sebring, enquanto Heinrich soma o seu segundo triunfo global e Andlauer sobe pela primeira vez ao lugar mais alto do pódio da classe GTP nesta clássica da resistência. Filipe Albuquerque e os seus colegas de equipa na Cadillac Wayne Taylor Racing, Ricky Taylor e Will Stevens foram terceiros a 9.402s dos vencedores. Manuel Espírito Santo, estreou-se com o Oreca LMP2 07 da Pratt Miller Motorsports e ao lado de Pietro Fittipaldi e Chris Cumming terminaram em nono dos LMP2.

De resto, nas classes, o Oreca nº 2 da United Autosports venceu em LMP2, o Porsche nº 911 da Manthey conquistou o triunfo em GTD Pro e o Ferrari nº 21 da AF Corse assegurou a vitória em GTD após uma ultrapassagem decisiva na última volta.

Porsche domina GTP numa corrida de nervos

Um dos momentos-chave da prova surgiu com um recomeço a menos de 18 minutos do fim, em que Nasr teve de se defender dos ataques de Estre no traçado de 3,74 milhas e 17 curvas do antigo aeródromo da Florida.

Antes disso, uma sucessão de bandeiras amarelas e estratégias bem distintas nas boxes tinham baralhado as contas, incluindo uma neutralização provocada pelo despiste violento do Ford Mustang GT3 nº 16 de Jenson Altzman na Curva 1, a cerca de 90 minutos do final.

As opções de paragem divididas entre os dois Porsche Penske – com Nasr a privilegiar apenas reabastecimento numa fase e Estre a optar por pneus novos – criaram um duelo tático prolongado com Nasr a controlar a diferença na fase derradeira rumo a uma vitória que descreveu como especial na sua já extensa coleção em Sebring.

Como referido, Ricky Taylor colocou o Cadillac da Wayne Taylor Racing onde corre Albuquerque no último lugar do pódio absoluto, enquanto o homem da pole, Jack Aitken terminou em quarto no Cadillac Whelen nº 31, à frente do Acura nº 60 da Meyer Shank Racing guiado por Tom Blomqvist.

LMP2 decide-se nos detalhes

Na LMP2, a United Autosports impôs-se com o Oreca nº 2 depois de uma prova marcada por alternâncias estratégicas e neutralizações que anularam vantagens construídas em ritmo puro. Jonny Edgar liderou a fase final antes de ceder o lugar a Mikkel Jensen, que resistiu à pressão de Paul Di Resta para garantir a vitória, deixando a Tower Motorsport com Tristan Vautier no terceiro degrau do pódio da categoria.

Um incidente com o LMP2 de Harry Tincknell, que perdeu a roda traseira direita à saída das boxes a cerca de 1h50 do fim, provocou uma bandeira amarela que reagrupou o pelotão e teve impacto direto nas contas tanto de GTP como das classes de apoio.

GTD Pro: controlo da Manthey

Nos GTD Pro, Thomas Preining conduziu o Porsche 911 GT3 R (992) n.º 911 da Manthey a uma vitória segura, depois de ter construído e gerido uma margem confortável na parte final. O alemão terminou à frente de Harry King (AO Racing), também em Porsche, enquanto Nick Catsburg levou o Corvette da Pratt Miller Motorsports ao terceiro lugar.

GTD: recuperação épica de Fuoco

A classe GTD ofereceu o desfecho mais dramático do dia, com Antonio Fuoco a assinar uma das recuperações mais impressionantes da sua carreira. O italiano do Ferrari 296 GT3 nº 21 da AF Corse sofreu várias penalizações – incluindo passagens pelas boxes por incidentes em pista e irregularidades na paragem – que o fizeram cair para 10.º em classe quando faltavam ainda cerca de três horas e meia.

Já na reta final, Fuoco emergiu de novo na luta pela vitória após um recomeço a 16 minutos do fim, subindo a segundo e aproximando-se de Tom Gamble (Heart of Racing), que liderava em Aston Martin.

A menos de duas voltas do final, o tráfego de GTP interrompeu o primeiro ataque, mas um erro de Gamble na volta derradeira abriu a porta para uma ultrapassagem decisiva, que deu a Fuoco o triunfo por 0,824 segundos e deixou Costa no terceiro lugar..

Sebring reforça estatuto de clássico imprevisível

Com a Porsche Penske a assinar um 1-2 absoluto, a Manthey a dominar em GTD Pro, a United Autosports a impor-se em LMP2 e a AF Corse a conquistar GTD numa última volta de cortar a respiração, as 12 Horas de Sebring 2026 reforçaram a reputação da prova como uma das mais exigentes e imprevisíveis da resistência mundial.

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FOTOS IMSA/Lumen Digital Agency Copyright Michael Levitt e Brandon Badraoui

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