Mercado de usados ainda desperta muita desconfiança
A compra de automóveis usados continua marcada por um elevado nível de desconfiança entre compradores e vendedores. Apesar do crescimento das plataformas digitais e da possibilidade de adquirir veículos online, a maioria dos consumidores continua a preferir verificar o carro pessoalmente antes de concluir o negócio. Um estudo da empresa de dados automóveis carVertical, realizado junto de 21 mil utilizadores, revela que dois terços dos compradores desconfiam dos vendedores desde o início do processo.
67% dos vendedores partilham informação
Segundo o estudo, embora 67% dos vendedores afirmem partilhar de forma transparente todo o histórico do veículo — incluindo eventuais problemas — a perceção dos compradores é bastante diferente, com a mesma percentagem a assumir que não confia nos vendedores. Esta desconfiança resulta, em grande parte, de experiências negativas passadas, como carros com problemas ocultos ou quilometragem manipulada.
Perante esse cenário, muitos vendedores têm vindo a adotar uma postura mais aberta. Cerca de 71% afirmam estar dispostos a fornecer o número de identificação do veículo (VIN) para que os potenciais compradores possam realizar verificações independentes do histórico do automóvel.
Test drive e uma inspeção física fundamentais
Mesmo com a crescente utilização de ferramentas digitais, a avaliação presencial continua a ser considerada essencial. Nove em cada dez compradores afirmam que não adquiririam um carro usado sem realizar um test drive e uma inspeção física. Para muitos, os relatórios digitais servem sobretudo como um primeiro filtro antes de visitar o veículo.
A análise também revela que as preferências quanto ao local de compra são variadas: 35,6% dos consumidores não fazem distinção entre vendedores particulares ou empresas, 35% preferem negociar com particulares e 29,4% optam por concessionárias.

Quanto à origem do veículo, 39,2% dos compradores demonstram preferência por carros locais, sobretudo porque o histórico é mais fácil de verificar. Ainda assim, 25,5% não se opõem à compra de veículos importados, enquanto 35,2% consideram esse fator irrelevante.
Os relatórios de histórico automóvel tornaram-se também uma ferramenta importante no processo de negociação. Segundo o estudo, 43,2% dos compradores consultam esses relatórios antes mesmo de visitar o veículo e 74,1% utilizam as informações recolhidas para negociar o preço final. Entre os dados mais valorizados estão os registos de acidentes ou danos anteriores e a quilometragem real do veículo.
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