Audi arranca com top 10 na ‘quali’ do GP da Austrália F1: “tremendamente encorajador”

Por a 7 Março 2026 09:01

A Audi Revolut F1 Team conseguiu um lugar na Q3 logo na sua estreia na Fórmula 1, com Gabriel Bortoleto a assegurar a décima posição na grelha de partida para o Grande Prémio da Austrália de 2026, apesar de um problema técnico o ter impedido de rodar na fase final da qualificação. Nico Hülkenberg falhou por pouco o acesso ao último segmento, fixando o 11º melhor tempo na Q2, num início de fim de semana que a equipa classifica como “tremendamente encorajador” antes da primeira corrida do novo projeto.

Estreia da Audi Revolut F1 na qualificação

Na primeira sessão de qualificação da sua história, a Audi Revolut F1 colocou um carro no top‑10, com Bortoleto a garantir o apuramento para a Q3 depois de uma volta forte em Q2, que o deixou no limite dos lugares de acesso. Um problema técnico no final da segunda fase da sessão impediu, contudo, o piloto brasileiro de regressar à pista na derradeira parte da qualificação, levando‑o a ficar sem tempo registado na luta pela pole e a partir de 10.º.

Hülkenberg, por seu lado, completou uma qualificação “bastante ocupada”, gerindo diferentes parâmetros no habitáculo e apenas com uma volta limpa em Q2, suficiente para assegurar a 11.ª posição, imediatamente atrás do colega de equipa. O alemão considera tratar‑se de um “local sólido” para arrancar, sublinhando que os stints longos de sexta‑feira foram encorajadoras e que a formação alemã se encontra “em boa posição” para a corrida.

Reação da equipa: “Um começo muito positivo”

O diretor de equipa, Jonathan Wheatley, destacou o simbolismo de ver Bortoleto chegar à Q3 logo na primeira qualificação do Audi Revolut F1 Team. O dirigente apontou este resultado como reflexo direto do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses para construir o programa, o monolugar e a nova unidade motriz a partir do zero.

Wheatley lamentou o problema técnico que impediu Bortoleto de participar na Q3 e a pequena dificuldade que afectou a última tentativa de Hülkenberg em Q2, mas insistiu que o balanço global do sábado é “muito positivo” em termos de performance e de validação do esforço coletivo de toda a organização. Para domingo, o objetivo passa por transformar o bom ritmo mostrado em qualificação e nas long runs em pontos logo na primeira aparição da marca no Mundial.

Perspetivas de corrida para Bortoleto e Hülkenberg

Bortoleto terminou o último treino livre em 9.º, com 1:20.459 em 19 voltas, e consolidou a forma na qualificação com 1:20.495 em Q1 e 1:20.221 em Q2, antes de garantir o 10.º posto de partida para a corrida. O brasileiro considera a qualificação “muito positiva” para a equipa, sublinhando o orgulho em colocar o carro no top‑10 logo no primeiro fim de semana como Audi Revolut F1 Team e destacando a quantidade de trabalho realizada no inverno para tornar o monolugar competitivo e desenvolver uma nova unidade de potência de raiz.

O piloto admite frustração por não ter podido disputar a Q3, depois de começar a perder mudanças a meio da volta e ficar impossibilitado de regressar às boxes, mas assegura que, pelos dados disponíveis, o problema não aparenta ser grave. Com a posição de partida no top‑10, Bortoleto aponta agora a uma corrida sólida, com o objetivo de lutar com os carros da frente e tentar transformar a boa qualificação nos primeiros pontos da Audi na Fórmula 1.

Nico Hülkenberg: P11 como base para pontuar

Hülkenberg foi 14.º no FP3, com 1:21.067 em 22 voltas, e melhorou gradualmente o ritmo ao longo da qualificação, registando 1:21.024 em Q1 e 1:20.303 em Q2, que lhe valeram o 11.º tempo. O alemão relata uma sessão intensa, com “muita coisa para gerir” — desde a energia da unidade híbrida aos pneus e ao tráfego — e admite que só teve uma tentativa verdadeiramente limpa em Q2, mas ficou satisfeito por a ter conseguido maximizar.

O experiente piloto destaca que, com carros e regulamentos novos, ainda existem muitas incógnitas para a corrida, o que pode abrir oportunidades para quem estiver bem posicionado em termos de ritmo e gestão estratégica. Partindo de 11.º, Hülkenberg considera que “está tudo em aberto” para domingo e que a equipa tem margem para ganhar lugares e lutar logo por pontos na estreia.

FOTO MPSA Agency

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